O Brasil confirmou neste domingo a primeira morte por hantavírus em 2026. A vítima foi um homem de 46 anos, de Minas Gerais, que morreu ainda em fevereiro após apresentar sintomas da doença.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, ele tinha histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura.
Apesar do alerta, as autoridades afirmam que o caso é considerado isolado e não tem relação com o surto investigado em um cruzeiro que saiu da Argentina.
Até agora, pelo menos sete casos de hantavírus já foram confirmados no país neste ano. Um deles foi registrado em Santa Catarina, também sem ligação com o surto internacional.
A preocupação existe porque a doença pode evoluir rapidamente.
A hantavirose começa com sintomas parecidos com dengue, leptospirose e outras infecções febris. Entre os sinais mais comuns estão febre, dores no corpo, dor de cabeça, dor abdominal e sintomas gastrointestinais.
O vírus é transmitido principalmente pelo ar.
Isso acontece quando partículas da urina, fezes ou saliva de roedores silvestres contaminados acabam sendo inaladas pelas pessoas.
Os principais transmissores são ratos silvestres encontrados em áreas de mata e lavoura, diferentes dos ratos urbanos mais comuns nas cidades.
Em 2025, o Brasil registrou 35 casos da doença. Só em Minas Gerais foram seis confirmações e quatro mortes.
Especialistas orientam atenção redobrada em locais fechados, galpões, lavouras e ambientes com sinais de presença de roedores. A recomendação é evitar contato direto com fezes e urina desses animais e manter os espaços sempre limpos e ventilados.