A paralisação dos caminhoneiros autônomos, que começou ao meio-dia desta quinta-feira (19), terminou poucas horas depois em todo o país. O fim do movimento veio após o Governo Federal do Brasil publicar uma medida provisória com mudanças no setor.
A principal reivindicação da categoria era o cumprimento do piso mínimo do frete e melhores condições de trabalho. Com a nova medida, o governo promete reforçar justamente esses pontos.
Entre as mudanças, está a obrigatoriedade de registrar todas as operações de transporte por meio do Código Identificador da Operação de Transporte. O sistema vai reunir informações como valor do frete e se o piso mínimo está sendo respeitado, facilitando a fiscalização.
Outra novidade é o endurecimento das punições. Empresas que descumprirem o valor mínimo poderão receber multas que variam de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação, além do risco de ficarem impedidas de contratar novos fretes.
Para representantes da categoria, a decisão foi determinante para encerrar a mobilização. Segundo o secretário-geral da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga, Sérgio Pereira, a medida garante mais segurança para os caminhoneiros na hora de aceitar um serviço.
Com isso, o movimento foi considerado encerrado ainda no mesmo dia, evitando maiores impactos no abastecimento e na logística pelo país.