Quem entrar em uma farmácia em Santa Catarina pode começar a encontrar muito mais do que remédios nas prateleiras.
Uma nova legislação passou a permitir que farmácias e drogarias vendam também produtos típicos de lojas de conveniência. Entre eles estão alimentos embalados, bebidas não alcoólicas, itens de higiene, acessórios e outras utilidades do dia a dia.
A mudança surgiu a partir de um projeto do deputado estadual Carlos Humberto e foi sancionada no fim do ano passado pelo governador Jorginho Mello.
Pela nova regra, a venda é permitida desde que esteja prevista no contrato social da empresa e que exista separação física entre os produtos farmacêuticos e os demais itens. A medida também exige o cumprimento das normas sanitárias e a garantia da segurança do paciente.
Para o farmacêutico João Fernandes Floriano, de Pescaria Brava, que lidera o sindicato patronal da região e participou da articulação da proposta, a mudança representa um avanço importante.
Segundo ele, agora existe segurança jurídica para que as farmácias possam ampliar o mix de produtos e competir de forma mais equilibrada com grandes redes.
Floriano também destaca que a nova lei pode ajudar principalmente os pequenos estabelecimentos.
“A farmácia de bairro gera empregos, conhece as famílias pelo nome e presta um serviço de saúde essencial nas comunidades”, afirmou.