Um documentário que começou como projeto de conclusão de curso de estudantes brasileiros agora ganha espaço no circuito internacional. “O Chamado do Oceano”, que tem a lagunense Maria Luisa Hoffmann, de 22 anos, como diretora de fotografia, foi selecionado para um festival de cinema no Japão.
A produção utiliza histórias de surfistas para abordar a relação com o oceano e a importância da preservação ambiental. O filme acompanha três personagens com trajetórias diferentes, mas que têm em comum uma forte ligação com o mar.
Um deles é Rodrigo Matsuda, brasileiro que vive no Japão e trabalha como shaper, profissional responsável pela fabricação de pranchas. No documentário, ele mostra a produção das alaias, pranchas tradicionais de madeira que utilizam materiais relacionados a uma proposta de menor impacto ambiental.
Para Maria Luisa, a seleção no Japão tem um significado especial, justamente pela conexão do personagem com o país.
A trajetória internacional do documentário começou na França, onde a equipe acompanhou uma exibição. A produção venceu a votação popular do festival, com participação de moradores de Laguna e Tubarão, além de familiares, amigos e pessoas que assistiram ao filme.
Agora, “O Chamado do Oceano” também foi selecionado para um festival na Finlândia e para outra mostra no Brasil, ainda não divulgada oficialmente pela equipe.
A cineasta destaca que o reconhecimento é ainda mais importante por se tratar de uma produção independente, feita por estudantes, com pouco financiamento e poucos equipamentos.
“É muito especial ver uma produção feita por estudantes, com pouco financiamento e poucos equipamentos, inserida ao lado de filmes de equipes que já estão há anos no mercado”, afirmou Maria Luisa.
Além do circuito internacional, a expectativa é que o documentário tenha sessões especiais em Laguna, Tubarão e outros municípios do Sul de Santa Catarina. As datas ainda estão sendo planejadas, com previsão entre o fim de 2026 e o início de 2027.
Natural de Laguna, Maria Luisa também espera que a trajetória do filme incentive outros jovens a enxergarem o audiovisual como uma possibilidade profissional.
Para ela, levar uma produção independente a festivais internacionais mostra que é possível transformar um projeto que parecia distante em realidade.