Britânicos usavam apartamentos de luxo para coordenar tráfico de 4,4 toneladas de cocaína em SC

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Grupo mantinha rotina entre Balneário Camboriú e galpão em Piçarras; embaixada do Reino Unido foi notificada das prisões
 
Uma rotina atípica envolvendo o uso alternado de carros de alto padrão e uma van de carga foi a peça-chave para a Polícia Civil de Santa Catarina desmantelar um refinado esquema e realizar a maior apreensão de cocaína da história do estado.
 
Na sexta-feira (30), a corporação detalhou a operação que resultou na prisão de seis cidadãos britânicos e na apreensão de 4,4 toneladas da droga em um galpão de Balneário Piçarras. Estima-se que o entorpecente renderia cerca de R$ 486 milhões no mercado europeu.
 
Troca de veículos
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada no Combate ao Tráfico de Drogas de Itajaí, começou após os agentes notarem um contraste incomum na rotina do grupo: os suspeitos utilizavam dois SUVs recém-alugados (um Hyundai Creta e um Nissan Kicks) para se deslocarem diariamente de apartamentos de alto padrão em Balneário Camboriú até Balneário Piçarras.
 
Ao chegarem na cidade vizinha pela manhã, eles estacionavam os carros de luxo e passavam o resto do dia rodando a bordo de uma van branca, simulando o transporte de mercadorias. Apenas no fim do expediente, retornavam aos SUVs para voltar a Balneário Camboriú.
 
Campana de 72 horas
Após o cruzamento de dados confirmar indícios de criminalidade, os policiais montaram uma campana ininterrupta de 72 horas para monitorar cada passo da van. O cerco foi fechado no momento em que o furgão deixava o galpão monitorado em Piçarras.
 
Na abordagem, cinco britânicos foram flagrados no veículo com cinco quilos de cocaína e materiais de borracha usados para vedar a droga e tentar burlar fiscalizações portuárias.
 
Imediatamente, a equipe avançou para dentro do galpão, onde prendeu o sexto integrante do grupo e localizou o restante das 4,4 toneladas. Apesar do volume recorde, não foram encontradas armas no local.
 
Próximos passos
Os criminosos entraram regularmente no Brasil no dia 16 de setembro. Até o momento, a investigação não identificou a participação de brasileiros operando presencialmente na base do grupo. A Embaixada do Reino Unido foi formalmente notificada, e a Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão das prisões em flagrante para preventivas.
 
Com o esquema interceptado, a segunda fase da operação agora foca em descobrir como os fornecedores introduziram tamanho volume de cocaína no Litoral Norte catarinense e qual terminal portuário da região foi o escolhido pelos estrangeiros para exportar a carga rumo à Europa.
Fonte: folharegionalwebtv

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