Após dizer que SC está “destroçada”, jornalista da UFSC culpa agro e “prédios de Airbnb” por tempestade de granizo

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A chuva de granizo que provocou estragos na Grande Florianópolis no sábado (29) gerou também uma forte repercussão nas redes sociais após declarações da jornalista Amanda Souza de Miranda, servidora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Durante o temporal, em um vídeo publicado nas redes sociais, ela questionou se os estragos teriam relação com o agronegócio, áreas verdes e a construção civil. Em outra publicação, afirmou que Santa Catarina seria um estado de “bolsonaristas negacionistas” que aceitariam a construção de “prédios de Airbnb” em áreas verdes.

A jornalista também já havia usado o termo “Santa Catareich” para se referir ao estado, em entrevista ao portal Opera Mundi. A expressão faz alusão ao Terceiro Reich, nome associado ao regime nazista alemão.

Na entrevista, ao comentar o cenário eleitoral catarinense, Amanda afirmou que apostaria em uma eleição no primeiro turno e classificou o estado como “destroçado”.

Após a repercussão, ela publicou outro vídeo adotando um tom diferente e falando sobre eventos climáticos extremos. Na gravação, citou novamente o desmatamento e a expansão da construção civil e do agronegócio como fatores que, segundo ela, agravariam os problemas ambientais.

Em seguida, apresentou uma explicação da professora Regina Rodrigues, da UFSC, especialista em clima e extremos climáticos.

A explicação da cientista, porém, apontou outros fatores. Regina citou o desequilíbrio energético do planeta e a alternância entre El Niño e La Niña como responsáveis pela ocorrência de eventos extremos. Na fala apresentada, não atribuiu o temporal às construtoras, ao agronegócio ou às prefeituras catarinenses.

A Defesa Civil de Santa Catarina informou que o temporal deste fim de semana foi provocado pela combinação de uma frente fria estacionária com ar quente e instável sobre o estado.

Enquanto a discussão ganhava as redes sociais, os prejuízos continuavam sendo contabilizados. Biguaçu decretou situação de emergência, com mais de duas mil famílias atingidas, e recebeu 2 mil telhas do Governo do Estado. Florianópolis também decretou emergência na região Norte da Ilha, onde pelo menos 700 famílias foram afetadas.

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