O acesso às informações sobre a situação da Ponte Anita Garibaldi voltou a gerar debate em Santa Catarina. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) negou o pedido do deputado estadual Sérgio Guimarães (União Brasil), que solicitava uma visita técnica ao local e acesso a documentos relacionados à estrutura da ponte, localizada na BR-101, em Laguna.
Presidente da Comissão de Proteção, Defesa Civil e Desastres Naturais da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), o parlamentar recebeu a resposta oficial da ANTT nesta sexta-feira (31). Segundo ele, a negativa aumenta a preocupação e reforça a necessidade de maior transparência sobre a situação da principal ligação rodoviária do Sul catarinense.
Natural de Laguna e jornalista de formação, Guimarães afirmou que a população tem o direito de saber quais medidas estão sendo adotadas para garantir a segurança da ponte.
De acordo com o deputado, há mais de duas semanas sua equipe jurídica também ingressou com uma ação na Justiça para tentar obrigar a ANTT a disponibilizar os documentos técnicos relacionados aos problemas estruturais identificados na Ponte Anita Garibaldi.
ANTT justifica negativa
No ofício encaminhado ao parlamentar, a ANTT informou que a inspeção dos elementos estruturais ocorre em uma área de acesso restrito, que exige profissionais habilitados, equipamentos de proteção e protocolos específicos de segurança.
A agência também destacou que a ponte passa por obras de manutenção, o que torna tecnicamente inviável autorizar a visita da comissão da Alesc neste momento.
Ainda conforme o documento, a responsabilidade pelo monitoramento e manutenção da estrutura é da concessionária CCR ViaCosteira, enquanto a ANTT atua na fiscalização dos serviços executados. A agência informou que, após a conclusão das intervenções, poderá reavaliar a possibilidade de realizar uma visita técnica acompanhada.
Ponte continua com restrições
Enquanto os trabalhos seguem, a Ponte Anita Garibaldi permanece operando com restrições. O trânsito continua liberado em apenas uma faixa por sentido no vão central, com velocidade máxima de 50 km/h.
Sérgio Guimarães afirmou que seguirá acompanhando o caso e cobrando a divulgação das informações técnicas, defendendo que os dados sobre a estrutura da ponte sejam acessíveis à população e aos órgãos de fiscalização.