Apoiadores de Lula picham o metrô, erguem bandeira da Palestina e gritam “queima” para a dos EUA na Paulista

PUBLICIDADE

PM fala em depredação e tumulto na dispersão do ato pela reeleição do presidente. Estações Trianon-Masp e Paulista foram fechadas e a Consolação ficou com portas e grades quebradas
 
Apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) picharam a estação Trianon-Masp do metrô, ergueram bandeiras da Palestina e gritaram “queima” para uma bandeira dos Estados Unidos no ato pela reeleição do presidente, neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. O evento, chamado pela campanha de “Marcha pela Democracia”, terminou com estações fechadas e, segundo a Polícia Militar, com depredação e tumulto na dispersão.
 
De acordo com a PM, as estações Trianon-Masp (Linha 2-Verde) e Paulista (Linha 4-Amarela) tiveram entradas e saídas bloqueadas “em razão de ocorrências envolvendo depredação e tumulto”, conforme reportagem do Metrópoles. Na Consolação, ainda segundo a PM, portas e grades de acesso foram quebradas, informou a CNN Brasil.
 
Os vídeos que circulam nas redes mostram a cobertura de vidro da entrada da Trianon-Masp tomada por manifestantes, alguns de rosto coberto. Lá em cima, eles erguiam cartazes com “Ditadura nunca mais” e “Quem se omite na democracia acorda na ditadura”. Embaixo, as paredes da estação aparecem pichadas com o símbolo anarquista e a frase “Viva a Revolução”.
 
Em outra gravação, um homem sem camisa e de capuz vermelho sobe na estrutura de uma entrada do metrô e agita, ao mesmo tempo, uma bandeira de Lula em uma mão e a da Palestina na outra. Em cima da mesma entrada, outros manifestantes estendem bandeiras palestinas ao lado do cartaz “Ditadura nunca mais”.
 
Num terceiro vídeo, dois homens mascarados, de boné vermelho, sobem no teto de uma banca diante da multidão e agitam uma bandeira dos Estados Unidos. Do chão, o público grita “queima, queima, queima” e, depois, xinga em coro. Segundo o Metrópoles, em outra gravação manifestantes rasgam uma bandeira americana.
 
No carro de som em frente ao Masp, Lula discursou em defesa da democracia. Pediu aos apoiadores que convençam os “quase 30 milhões de pessoas” que não votaram no primeiro turno e chamou de absurda a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que suspendeu o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, criado pelo deputado André Janones. No palanque, o discurso foi de democracia. Na saída, o que ficou foi a parede do metrô pichada.
 
Segundo a Jovem Pan, os manifestantes levaram ao ato uma imagem de Nossa Senhora, bandeiras do Brasil e um exemplar da Constituição, além de bonecos infláveis de Flávio Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas e cartazes contra a família Bolsonaro e contra Donald Trump. Depois do fechamento das estações, manifestantes xingaram Tarcísio, de acordo com a Gazeta Brasil.
 
A Secretaria da Segurança Pública confirmou, em nota enviada por volta das 19h, “algumas ocorrências de tumulto, pichações e depredação em pontos da região” durante a dispersão. A PM afirmou que “a situação está controlada”. O Metrô deu outra versão: disse que fechou a Trianon-Masp até as 16h30 por causa da lotação, acionando “seu plano de controle de multidão”, e que até o início da noite não tinha registro interno de vandalismo. Até a última atualização não havia informação sobre presos nem feridos. A CNN Brasil procurou a campanha de Lula, e a reportagem do canal não registra resposta.
 
As imagens repercutiram entre os adversários do petista. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou o vídeo da estação tomada com a frase: “Esses são os eleitores do Lula. Nunca foi tão fácil escolher um lado.”
 
Não é a primeira cena do tipo nesta reta final. Na sexta-feira (9), em um ato pró-Lula em Belo Horizonte, um participante pôs fogo em uma bandeira dos Estados Unidos na Praça Afonso Arinos, também ao som de “queima, queima” e de xingamentos a Trump. O PT diz que levou 1 milhão de pessoas à Paulista neste domingo, número que não foi verificado de forma independente. Lula enfrenta Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, em 25 de outubro.
 
Fontes: reportagem do Metrópoles, reportagem da CNN Brasil, reportagem da Jovem Pan e reportagem da Gazeta Brasil.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima