Pesca da tainha ganha reforço de 420 toneladas e garante continuidade da safra em Santa Catarina

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A safra da tainha recebeu uma nova e importante notícia nesta quinta-feira (11). Após uma reunião que durou cerca de quatro horas entre representantes do setor pesqueiro e o governo federal, foi aprovada uma cota adicional de 420 toneladas para a pesca artesanal de arrasto de praia em Santa Catarina.

A decisão garante a continuidade da atividade e beneficia pescadores tanto do Norte quanto do Sul do estado, encerrando dias de incerteza após as discussões envolvendo o limite de captura da espécie.

Inicialmente, a expectativa era de que apenas os municípios do Norte catarinense fossem contemplados pela ampliação da cota. No entanto, após uma reavaliação dos números da safra, o governo federal decidiu incluir também as comunidades pesqueiras do Sul.

Segundo a presidente da Colônia de Pescadores Z-33, Maria Aparecida Luciano, a divisão ficou definida em 220 toneladas para o Norte e 200 toneladas para o Sul de Santa Catarina.

“Inicialmente a cota seria destinada apenas para o Norte, porque os próprios pescadores relataram que aqui no Sul a pesca tinha sido boa. Depois o governo federal reavaliou a situação e percebeu que era necessário contemplar as duas regiões”, explicou.

De acordo com as informações apresentadas durante a reunião, a nova cota foi retirada da reserva técnica mantida pelo governo federal para a gestão da espécie. A medida não altera os limites já estabelecidos para outras modalidades de pesca da tainha.

Apesar do acordo já estar definido, a portaria oficial ainda será publicada pelo governo federal. Mesmo assim, o setor foi informado de que o Ibama já recebeu orientação sobre a decisão.

“O Ibama já foi orientado e os pescadores podem pescar, mas muita gente ainda está receosa até a publicação da portaria”, destacou Maria Aparecida.

No litoral sul catarinense, a atividade segue movimentando diversas comunidades tradicionais. Na área atendida pela Colônia Z-33, cerca de nove canoas continuam operando durante a safra.

Segundo a presidente da entidade, aproximadamente 32 toneladas de tainha já foram capturadas na região. Embora os grandes cardumes tenham diminuído nos últimos dias, a expectativa dos pescadores continua positiva.

“Aqui na nossa frente foram pescadas aproximadamente 32 toneladas. Não foram capturas expressivas para todas as canoas, mas houve pesca. Tendo cardume, o pescador continua trabalhando”, afirmou.

A ampliação da cota é vista pelo setor como um alívio para centenas de famílias que dependem da pesca da tainha, uma atividade que vai muito além da economia e representa uma das tradições mais importantes do litoral catarinense.

Foto: Renan Rosso

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