Sul de SC recebe encontros para fortalecer produção de maracujá e abrir novas oportunidades no campo

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O Sul de Santa Catarina, responsável por quase toda a produção de maracujá do estado, será palco nesta semana de dois encontros importantes voltados ao fortalecimento da cultura da fruta.

Entre os dias 12 e 14 de maio, produtores, pesquisadores, técnicos e representantes do agronegócio se reúnem em Sombrio e Araranguá para discutir mercado, tecnologia e os próximos passos da passicultura catarinense.

Os eventos são promovidos pela Epagri e pela Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos do Sul Catarinense, com apoio de entidades do setor. A participação é gratuita.

A programação começa nesta segunda-feira, em Sombrio, com o Encontro de Passicultores de Santa Catarina, realizado no Centro de Eventos Panela de Barro.

O foco será o crescimento do mercado do maracujá.

Especialistas vão debater oportunidades de exportação, fortalecimento da agroindústria e estratégias para aumentar a competitividade da produção catarinense. Também haverá uma Arena de Negócios, aproximando produtores e empresas em busca de novas parcerias.

Já nos dias 13 e 14, as atividades seguem em Araranguá, no Centro de Treinamento da Epagri.

O encontro técnico vai apresentar estudos e avanços ligados ao cultivo do maracujá, incluindo manejo, irrigação, controle de pragas, melhoramento genético e novas tecnologias para aumentar a produtividade no campo.

Entre os destaques estão pesquisas sobre resistência a doenças e variedades adaptadas ao frio, realidade comum no Sul catarinense.

Segundo o pesquisador da Epagri Henrique Petry, o objetivo é unir forças para impulsionar ainda mais o setor nos próximos anos.

Santa Catarina hoje é o terceiro maior produtor de maracujá do Brasil.

A produção estimada chega a 55 mil toneladas por ano, movimentando milhares de famílias no campo. Só a região Sul concentra cerca de 90% do cultivo estadual, com destaque para municípios como Sombrio e São João do Sul.

Além do consumo in natura, grande parte da produção abastece indústrias de sucos e polpas.

O setor também aposta no crescimento da procura por alimentos naturais e saudáveis para ampliar mercado e gerar mais renda aos produtores catarinenses.

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