Quem depende de medicamento contínuo precisa ficar atento. A partir desta quarta-feira, os preços podem subir em todo o país.
O reajuste foi autorizado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no Diário Oficial da União pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.
O aumento pode chegar a até 3,81%, dependendo do tipo de remédio.
Funciona em três níveis. Medicamentos com alta concorrência, como genéricos e produtos com vários fabricantes, têm o maior teto, de até 3,81%. Os de concorrência intermediária podem subir até 2,47%. Já os mais específicos, com menos opções no mercado, ficam limitados a 1,13%.
Na prática, isso significa que remédios comuns do dia a dia, usados para pressão, colesterol e diabetes, tendem a entrar na faixa mais alta de reajuste. Já medicamentos mais complexos, como algumas insulinas de ação prolongada, ficam nas faixas menores.
Mesmo com o aumento autorizado, o reajuste médio ficou em 2,47%. É o menor em quase 20 anos e abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses.
O tema voltou a gerar discussão, principalmente nas redes sociais, com questionamentos sobre o impacto no bolso do brasileiro e decisões envolvendo recursos públicos.
No fim, a conta chega direto para quem mais precisa.