Climatologista Márcio Sônego afirma que o período de maior atenção será entre a noite desta quarta-feira (5) e a manhã de sexta-feira (7). Na região de Criciúma, os impactos devem ser menores.
A formação de um ciclone extratropical de rápida intensificação no Sul da América do Sul colocou os serviços de meteorologia em alerta para os próximos dias. Apesar disso, o climatologista da Epagri, Márcio Sônego, tranquiliza os moradores do Sul de Santa Catarina e explica que a região não deve enfrentar um cenário de grandes impactos, embora haja previsão de ventos fortes em áreas específicas e possibilidade de temporais isolados.
Segundo Sônego, a quarta-feira (5) exige atenção por causa da instabilidade. Ao longo da tarde podem ocorrer pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas, com volumes que podem chegar a 20 milímetros em alguns pontos.
“Pode ter uma trovoada pela região durante a tarde. Em alguns locais a chuva pode ser mais intensa, mas de forma bastante localizada”, explicou.
A preocupação maior está voltada para os ventos, que devem ganhar força entre a madrugada e a manhã de sexta-feira (7), principalmente no Costão da Serra.
De acordo com o climatologista, as rajadas podem ultrapassar os 70 km/h em municípios como Praia Grande e Timbé do Sul. Já em cidades como Meleiro, São João do Sul, Jacinto Machado e também na região de Criciúma, os ventos devem chegar com intensidade bem menor.
“A tendência é que esse vento mais forte fique concentrado no Costão da Serra e perca intensidade rapidamente em direção ao interior”, destacou.
Ainda conforme a previsão, os ventos devem enfraquecer durante a noite de sexta-feira, sem expectativa de danos significativos na maior parte do Sul catarinense.
Temperaturas caem no fim de semana
Após a passagem do sistema, o fim de semana terá temperaturas mais baixas. Em Criciúma, as mínimas devem ficar entre 9°C e 10°C no sábado (8) e no domingo (9).
Mesmo com o resfriamento, Márcio Sônego ressalta que não há previsão de uma onda de frio intensa.
“Vai esfriar um pouco, mas nada parecido com o frio registrado em maio e junho. Julho já foi um mês mais quente que a média, e agosto também está apresentando temperaturas acima do normal para esta época do ano”, concluiu.