Librelato investe na criação da primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural em Laguna

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#Pracegover foto: na imagem há uma extensa área verde

Área contará com a construção de um Parque Ecológico para replantio sustentável do Butiá, planta nativa da região Sul do País. Parte do terreno abrigará um condomínio empresarial e nova unidade da Librelato

A Librelato, uma das três maiores empresas de implementos rodoviários do Brasil, investe na criação de uma RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural –, dentro de uma área de sua propriedade, de 25,98 hectares, localizada na cidade de Laguna, Santa Catarina. A área transformada em RPPN representa 55% da área total do terreno, onde será construído um Parque Ecológico para o replantio sustentável do Butiá, planta que faz parte da paisagem e da cultura da região Sul do País.

O restante da área, cerca de 45% do total, será destinada à implantação de um loteamento para futuras instalações industriais e empresariais, além de nova unidade da empresa para produção de implementos rodoviários. Inicialmente, a empresa investe três milhões de  reais, com previsão de chegar a 10 milhões de reais no total. Agora, a Librelato aguarda aprovação do projeto de replantio dos butiás, que deve acontecer no segundo semestre de 2022. Para os anos seguintes, a Librelato prevê a aplicação de mais recursos para melhorias contínuas e finalização das obras.

Para José Carlos Sprícigo, CEO da Librelato, a criação de uma RPPN traz várias vantagens ambientais importantes para a região, pois trata-se de mais uma área que passará a ser protegida no País. Além do transplante de Butiás, haverá reposição florestal com espécies nativas que serão definidas qualitativa e quantitativamente no Projeto de Reposição Florestal.

O executivo explica que, em relação à outras unidades de conservação, as RPPN’s apresentam maior facilidade para sua criação e inserem a iniciativa privada no esforço nacional de conservação do meio ambiente. “Contribuiremos de forma direta para a proteção de parte da biodiversidade dos biomas brasileiros. Há ainda a possibilidade de cooperação com entidades privadas e públicas na proteção, gestão e manejo da unidade”, explica.

O início das obras está marcado para 2022.   A previsão é que o Parque Ecológico ficará pronto em 2023. O prazo de conclusão considera os trâmites da legislação ambiental envolvidos no processo.

O parque estará localizado na região da entrada da Praia do Sol, na BR-101. A área destinada para o plantio de mudas de butiás está estimada em cinco hectares e serão definidas e inseridas na RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural – após definição do Projeto do condomínio empresarial.

“Com a criação da RPPN, além de possibilitar um ganho ambiental incalculável, com a conservação de várias espécies de flora e fauna, teremos o correto manejo dos Butiás, prevendo não só o cultivo como a exploração sustentável junto às populações ribeirinhas, além de incentivarmos o desenvolvimento de pesquisas científicas e educação ambiental para a região, que não apresenta nas proximidades nenhuma RPPN. “Isso torna a iniciativa altamente sustentável e positiva com relação à preservação do meio ambiente, impactando de maneira direta toda a região”, afirma José Carlos Sprícigo, CEO da Librelato.

Condomínio empresarial e empregos para a região

Além do parque Ecológico, a Librelato elabora junto ao Conselho Municipal de Desenvolvimento de Laguna um projeto para atração de empresas à região. Deste terreno, serão 11,5 hectares de terras destinadas à divisão de lotes industriais.

Sprícigo adianta que serão lotes com o mínimo de três mil metros quadrados de área. A implantação está prevista para 2023.

De acordo com o executivo, já foram iniciados os estudos topográficos e demais elementos para elaboração do anteprojeto. O loteamento contemplará aproximadamente 25 lotes industriais, podendo, portanto, atrair 25 novas empresas para a região, além de mais empregos e renda ao município e entorno.

Educação ambiental para crianças

Com a criação de uma RPPN são permitidas atividades de pesquisas científicas e visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais na área.

“A partir das regras de criação da RPPN, prevemos a construção de uma escola para crianças, onde elas poderão ter acesso a uma programação completa sobre educação ambiental. Haverá ainda uma passarela construída em madeira sustentável para permitir visitações públicas ao parque”.

A criação da RPPN oferece a possibilidade de aproveitamento adequado para a comunidade local, valorizando a tradição e o cultivo de espécies nativas e a realização de atividades extrativistas do Butiá, obtendo-se um resultado altamente positivo no sentido econômico, social e ambiental para a região.

Para isso, a Librelato já prevê uma parceria com os próprios moradores da região para realizar o replantio da espécie de maneira sustentável.  Os moradores poderão colher as frutas para, depois, comercializá-las. “A RPPN também trará a possiblidade de conscientização da sociedade sobre a importância do meio ambiente, por meio de visitações de creches, APAE, ONGs, universidades, asilos, entre outros”, prevê o CEO.

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Fonte: Librelato

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