Um velho conhecido dos pesquisadores voltou a dar as caras no litoral de Santa Catarina. O elefante-marinho-do-sul identificado pelo número 5479 reapareceu no extremo Sul do estado e está sendo monitorado pela equipe da Educamar.
O animal é o mesmo que ganhou repercussão em 2025 após ter seu período de descanso interrompido por pessoas que se aproximaram de forma inadequada durante sua permanência na praia.
Desta vez, a boa notícia é que o elefante-marinho apresenta bom estado de saúde e está utilizando a faixa de areia apenas para descansar durante sua rota migratória.
Segundo a coordenadora do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP), a bióloga Suelen Santos, o retorno do animal reforça a importância do litoral catarinense como área de repouso para a espécie.
“O retorno do elefante-marinho à nossa costa reforça a importância das praias da região como áreas de descanso e passagem para a espécie. Pedimos a colaboração de todos para que mantenham distância e evitem qualquer aproximação, garantindo a segurança do animal e permitindo que ele siga sua jornada migratória sem estresse”, destacou.
Para evitar novos episódios de perturbação, a localização exata do animal não foi divulgada. A medida busca proteger o período de descanso e impedir a presença excessiva de curiosos.
Um visitante conhecido dos pesquisadores
O macho subadulto mede cerca de cinco metros de comprimento e já é acompanhado por pesquisadores há vários anos. Em 2019, durante o período de muda de pele nas Ilhas Falkland/Malvinas, recebeu um brinco de identificação com a numeração 5479, colocado pelo pesquisador Filippo Galimberti.
O mesmo animal foi registrado em agosto de 2025 na Praia da Barra Velha, em Araranguá. Na ocasião, algumas pessoas utilizaram luzes, som alto e até veículos para cercá-lo e forçar seu retorno ao mar.

O caso teve grande repercussão e resultou na aplicação de multa pelo Ibama a um dos envolvidos, além da responsabilização criminal do autor da ação.
Importante para a preservação
Originário das regiões frias da Patagônia argentina e das áreas próximas à Antártica, o elefante-marinho-do-sul costuma visitar o litoral brasileiro durante os meses de outono e inverno.
Durante esses deslocamentos, é comum que os animais utilizem praias e costões para descansar por vários dias antes de retomarem a viagem.
A Educamar reforça que qualquer tentativa de tocar, alimentar, assustar ou forçar o deslocamento desses animais configura crime ambiental.
A orientação é simples: manter distância, afastar cães do local, evitar aglomerações e nunca tentar devolver o animal ao mar.
Em casos de avistamento de elefantes-marinhos, lobos-marinhos ou focas no litoral, a recomendação é entrar em contato com a Educamar pelo telefone 0800 641 5665.
A melhor forma de ajudar é deixar que a natureza siga seu curso.