Desde o início das aulas, mais de 100 pessoas da rede municipal contraíram Covid-19 em Criciúma

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Secretário de Educação confirmou que outras 200 pessoas estão sob suspeita de contaminação

Desde o início das aulas da rede municipal de ensino em Criciúma, 107 pessoas da comunidade escolar positivaram para Covid-19 e outras 200 estão sob suspeita de terem contraído a doença, conforme apurado pelo Portal Engeplus. Os dois casos mais recentes envolvendo professores positivados são nas escolas Jairo Luiz Thomazi, no bairro Jardim Angélica, e Hercílio Amante, na Vila Zuleima, e as respectivas turmas foram transferidas para o ensino remoto.

A informação foi confirmada pelo secretário de Educação de Criciúma, Miri Dagostim, que explicou que todos os protocolos são seguidos para prevenir que possíveis surtos de Covid-19 aconteçam nas escolas. Ambos os professores estão em tratamento domiciliar, um desde a semana passada e o outro nesta semana, quando apresentaram os sintomas e tiveram o exame positivo.

O número de casos positivos no meio escolar está assim distribuído: 54 professores, 25 alunos, 16 serventes, nove integrantes de equipe diretiva e três estagiários. “Até agora são 200 suspeitos, entre professores, equipes diretivas, alunos, serventes e estagiários. Dentro da quantidade de alunos e colaboradores, o percentual é pequeno, bem abaixo”, reflete o secretário.

Dados repassados por ele mostram que a rede municipal de ensino possui cerca de 20,2 mil alunos, além de 1,7 mil colaboradores – entre professores, funcionários das secretarias e serventes -, além de 300 estagiários. Contabilizando apenas os casos confirmados até o momento, menos de 1% da comunidade escolar teve contato com o vírus.

Segundo a análise de Dagostim, o número de casos confirmados e suspeitos nas escolas é pequeno e não coloca em risco a manutenção da atividade escolar presencial. Ele lembra que o próprio Ministério Público (PM) recomendou que os colégios sigam abertos e com opção de estudo remoto.

“Quando positiva, dispensamos a turma. Se não foi em ambiente escolar, permanece. O protocolo foi estabelecido desde o início. Alunos e professores medem a temperatura na entrada, tem que usar máscara e obedecer o distanciamento. Tem sido positivo o retorno dos alunos. A recomendação do MP é que as aulas tem que continuar. Quase 90% dos alunos são presenciais. É um fato positivo, a escola é o melhor lugar para eles”, defendeu o secretário.

Sem pânico, mas atenção para prevenção

Eu percebo que há muita desinformação. Estamos vivendo um momento difícil, as pessoas precisam tomar os cuidados em qualquer lugar que vão. Precisam usar máscaras e não ficar tocando. Estamos há um ano em pandemia e as pessoas não sabem usar (máscaras). E tem que manter o distanciamento.

Coordenadora do Laboratório Municipal, Andreia Goulart de Oliveira

Para a coordenadora do Laboratório Municipal, a bioquímica Andreia Goulart de Oliveira, os casos positivos na comunidade escolar não justificam pânico entre a população. Ela lembra que os protocolos para identificação dos casos são seguidos à risca, mas cabe à população tomar as recomendações, inclusive básicas, como uso de álcool gel e máscara.

“Neste momento todo o cuidado deve existir e o pânico não é cuidado Temos que aprender a se cuidar. Trabalho em laboratório e a quantidade de material super infectante é absurda, mas sabemos nos cuidar. É fazer isolamento das pessoas que têm sintomas e os demais manter distanciamento e uso de máscara e álcool gel”, argumenta.

Ela explica que os professores respondem questionários dizendo se apresentaram sintomas. Caso a resporta for sim, eles são encaminhados para o laboratório, onde passam pelo teste de antígeno. Se for positivo, passam por avaliação médica e são afastados. Já os alunos são encaminhados para realização de testes em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centro de Triagem, Unidade de Pronto Atendimento da Próspera ou no Hospital São José (HSJ).

O retorno das aulas presenciais também foi tema de audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores de Criciúma nessa quinta-feira, dia 4. O debate girou em torno dos protocolos sanitários no combate ao novo coronavírus em escolas públicas e privadas e contou com a participação de representantes da educação no município e estado. Confira a matéria clicando aqui.

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