segunda-feira, novembro 19, 2018
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Vídeo: Mesmo preso, goleiro Bruno é flagrado com mulheres e cerveja em MG

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Goleiro estava em um clube de Varginha, onde cumpre pena em regime fechado. Encontro com mulheres foi marcado por celular, proibido para presos. Advogado nega

Quinta-feira, por volta das 14h. Nesse horário, o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza deveria estar em serviço em uma obra da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de Varginha, no Sul de Minas, onde cumpre pena. Mas foi visto, bebendo com outras mulheres, em uma mesa de uma associação vizinha, onde também faz alguns trabalhos. 

O encontro foi marcado por aplicativos de conversas no celular. Como está em regime fechado, ele não poderia fazer uso do aparelho. A cena foi flagrada pela TV Alterosa. Após a divulgação das imagens, o goleiro teve a autorização para trabalho suspensa pela Justiça.

O atleta não quis comentar o assunto e ficou em silêncio ao ser abordado. O advogado dele, Fábio Gama, informou que o goleiro não faz uso de celular e que “alguém está querendo prejudicar a saída dele”. Um pedido de progressão de pena já foi feito à Justiça e ainda está sendo analisado pelo juiz Tarcísio Moreira, da comarca de Varginha. Após a divulgação das imagens, o preso teve o benefício cancelado.

O encontro de Bruno com as mulheres foi todo planejado. Em conversas de WhatsApp o goleiro faz contato com uma jovem que havia lhe enviado uma carta. “Quando puder me chame. Bruno”, disse ele ao iniciar a conversa. “Bom dia. Qual Bruno?”, questiona a mulher. “Você deixou seu número no bilhete. Na carta  que você mandou ler depois”, completou o atleta. “Não acredito. Como você está?”, diz surpresa a jovem. 

As conversas por meio de aplicativos continuam entre os dois. Bruno propõe à jovem um encontro na área de lazer que fica ao lado da Apac. O goleiro pede para ela levar uma amiga para um colega dele. O convite é aceito. “Tem um bar do lado do campo para baixo da Apac. Pode parar lá, entendeu? É associação. É a sede do Canaã”, diz Bruno, em um áudio enviado à garota. “Então, quando chegar perto da coleção, aqui na Apac, passa um zap neste número aqui, que vou estar com ele na mão. Eu te oriento. Antes de você chegar na Apac, eu te oriento. Tá bom?”, combinou, em outro. “Está todo mundo animado aqui, hein!? Os meninos… não fura não. Tá ligado, né?”, finalizou em um terceiro. 

Por volta das 14h, a reportagem da TV Alterosa de Varginha foi até o clube e flagrou o goleiro Bruno com mulheres em uma mesa, onde havia uma lata de cerveja. O empreiteiro responsável pela obra onde o atleta devia prestar serviço não estava no local. Ao ser questionado sobre a expectativa para sair para o regime semiaberto, ele disse que não poderia falar. As mulheres que estavam com ele saíram e foram para o banheiro.

O advogado do atleta, Fábio Gama, negou que Bruno faça uso do celular e de bebidas alcoólicas. Disse, ainda, que essa denúncia é de “alguém querendo prejudicar a saída dele”. De acordo com Gama, a Associação Canaã, próxima à Apac é usada pelos internos para descansar depois do trabalho. Além disso, informou que alguns fãs costumam ir até o local para conhecer o goleiro e tirar fotos. Disse, ainda, que o goleiro não tem nenhum aparelho celular e que desconhece os áudios compartilhados via WhatsApp. Segundo ele, as mensagens não seriam do goleiro. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), nenhum preso da Apac pode fazer uso de celulares. 

 

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