Uma vida segura

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Por que é tão difícil entender que o lugar mais seguro que nossa alegria pode estar é em Jesus? Isso pode ser respondido de uma maneira muito simples: nós acreditamos que a alegria é um fim em si mesmo; na verdade, achamos que tudo é.

Se o que sentimos de bom hoje é resultado de todas as outras coisas que estão dando certo, no momento em que essas mesmas coisas falharem, os sentimos bons se esvairão. Não é o tamanho da nossa alegria que conta, mas no que está firmada.

Paulo escreve aos seus amados irmãos de Filipos que, realmente, ele não se incomoda de repetir esse ensino: “alegrem-se no Senhor […] para vós, é uma segurança a mais”.

É uma segurança a mais, pois todos os dias somos tentados a nos alegrar em coisas passageiras. Coisas que são marcadas pela sombra da morte, que tem dia e hora para morrer. E, no se apegar nisso, a insegurança nasce, pois tais coisas não ressuscitam.

Assim como o jovem rico, queremos nos alegrar com o que conquistamos, com o que temos de diferente dos outros. Mas a conseqüência é sempre a mesma: tristeza e frustração. Quem venderia tudo para seguir Jesus? Casa, terreno, roupas? Na perspectiva humana, o pedido de Jesus é algo impossível de se realizar. Mas quem disse que Jesus queria algo possível?

É no impossível que Deus age, porque é no impossível que dizemos: “Eu não consigo!”. A fraqueza é o bem mais precioso que uma vida cristã pode produzir, pois é justamente nela que o poder de Deus se aperfeiçoa. E isso é segurança. Isso é ser alegre mesmo quando não temos razão para sê-lo.

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Matheus Simplicio

Matheus Simplício é líder do ministério F5 Laguna e um apaixonado por livros, histórias e cinema. Escreve sobre cultura pop e assuntos do cotidiano através da visão cristã. Faz parte da membresia da igreja A verdade que liberta, a qual serve e ama.

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