quinta-feira, setembro 20, 2018
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Protetor solar: esclarecemos todas as suas dúvidas

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Além de protejer a pele dos danos solares, usar diariamente protetor solar é fundamental para uma pele saudável e sem manchas

Quanto de protetor solar eu devo passar?
Para obter a proteção do fator de proteção solar (FPS) descrito na rotulagem é necessário aplicar 2mg/cm2. De forma prática, se pensarmos em rosto, equivale a uma colher de café cheia e no corpo, o consenso é aplicar uma colher de café no braço e antebraço direitos; uma colher no braço e antebraço esquerdos; duas colheres no torso (uma para a frente e uma para as costas); duas colheres para a coxa e perna direitas (uma para a parte da frente e uma para a parte de trás); e duas colheres para coxa e perna esquerdas (uma para a parte da frente e uma para a parte de trás).

Como e onde deve ser aplicado?
No caso do rosto, a dermatologista Thais Pepe recomenda passar uma camada generosa do filtro solar até que forme uma cobertura homogênea. Então obrigatoriamente, deve-se passar e estender no rosto até a raiz do cabelo, não esquecendo da região pré-auricular, bem pertinho da dobra da orelha, pescoço, nuca, orelhas porque essas são áreas que frequentemente sofrem queimaduras. Além disso, é importante reforçar a região do osso da bochecha, ao redor dos lábios, na ponta do nariz e em suas laterais, já que essas são áreas em que nós mais percebemos os campos de cancerização e formação de manchas. “Não esqueça de passar o protetor solar na região do pescoço, do colo e, para os homens o V da camisa, que acaba sendo uma área esquecida e, por conta disso, acaba tendo a demarcação da linha do fotoenvelhecimento e o aparecimento das queratoses actínicas, que são lesões do tipo pré-câncer”, enfatiza a dermatologista Thais Pepe. Já no caso do corpo, uma recomendação importante: sempre que for para a exposição solar, passe o filtro sem roupa.

Quando deve ser aplicado?
Não adianta chegar à praia ou à piscina e esperar para passar o protetor solar nesse momento. O filtro solar tem a necessidade de, pelo menos, 20 a 30 minutos para começar a agir e nesse período a pele já está sofrendo um dano importante em relação às células da minha pele. Além disso, a reaplicação deve ocorrer a cada duas horas em média, com uso de chapéu e óculos. “Aqueles que querem ir à praia, devem respeitar os horários recomendados que são: até 10h da manhã e depois das 4h da tarde”, completa a médica.

Qual FPS devo usar?
A partir do FPS 30 já temos uma boa proteção, que fica perto de 97% de absorção da UVB, por exemplo. O problema, segundo Lucas Portilho, diretor científico da Consulfarma é que como os brasileiros não aplicam uma quantidade adequada de produto, quando usam um FPS 30, na verdade a proteção é equivalente a um FPS 8. Por isso opte por fotoprotetores com FPS mais alto como 50, 60 ou 70 mesmo porque, acima disso o produto fica muito ruim sensorialmente e faz com que o consumidor não utilize diariamente. Afinal ninguém gosta de ficar com o rosto oleoso.

Qual protetor solar?
Sem dúvida as classificações da pele requerem fotoprotetores diferentes. Por exemplo, uma pessoa com fototipo 1 precisa de uma proteção muito maior quando comparado com uma pessoa com fototipo maior. Isso porque quanto maior o fototipo, mais escura a melanina da pele, um pigmento que protege a pele contra a radiação. Portanto, um indivíduo com pele clara, tem menos proteção e por isso precisa de fotoprotetores com FPS e UVA maiores. E tem mais: “em relação ao sensorial do fotoprotetor, é importante usar produtos que sejam mais secos no caso de pessoas com pele oleosa ou produtos mais hidratantes no caso de quem apresenta pele seca”, completa Lucas.

Por que usar filtro?
Porque ele é a forma mais segura de proteção contra as radiações solares, segundo a médica. “Pesquisa recente descobriu que o guarda-sol não consegue bloquear as radiações e oferece, no máximo, FPS 8. Além disso, a areia reflete os raios solares. E o UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme e penetra na pele em grande profundidade, até as células da derme – sendo o principal produtor de radicais livres”, diz a dermatologista. Entre os prejuízos estão desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele. Já o UVB deixa a pele vermelha e queimada, danifica a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e as 4 da tarde. Essa radiação pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização.

Malu Bonetto/ Terra

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