terça-feira, agosto 20, 2019
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Pesquisadores aprofundam conhecimento sobre as “conversas” das baleias-francas em Imbituba

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Foto: Carolina Bezamat/PBF

Os sons emitidos pelas baleias francas já são estudados desde 2011 em Imbituba, mas neste ano a pesquisa ganhou um aliado.

Os sons emitidos pelas baleias francas já são estudados desde 2011 em Imbituba, mas neste ano a pesquisa ganhou um aliado. Ao invés de analisar apenas o som captado por microfones no fundo do mar, um novo equipamento passou a ser instalado nas próprias baleias. Trata-se de uma pequena “tag“, que monitora todos os movimentos e sons emitidos por aproximadamente 24 horas.

Passado esse tempo, o aparelho é programado para se soltar e fica boiando no mar. Depois, os pesquisadores recolherm a tag para fazer a análise dos dados.

De acordo com a pesquisadora Julia Dombroski, doutoranda em ecologia comportamental e bioacústica, a novidade permite analisar as interações entre as mães e os filhotes, que são em um “volume” mais baixo.

“As baleias produzem sete tipos diferentes de vocalização. Elas falam tanto durante o dia quanto à noite. A gente já consegue saber que quando as baleias estão mais ativas na superfície, interagindo entre si, elas produzem mais chamados. Também descobrimos que elas mudam a característica das vocalizações de acordo com os ruídos ambientais” explica Julia.

A pesquisa em Imbituba é resultado de uma parceria entre as universidades de Syracuse  – Estados Unidos e Saint Andrews – Escócia, ICMBio e Instituto Australis.

Com informações do site NSC Total

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