O Verdadeiro Heroísmo, Segundo o Chaves

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Difícil encontrar alguém que nunca desejou ser um herói quando criança. A inocência nos ajuda a ter a empatia e altruísmo necessário para sê-lo.

E estamos vivendo numa época propícia para o tema, nunca foram produzidos tantos filmes e animações sobre super heróis. Até mesmo nas premiações do Oscar, conhecido por não dar chance a filmes desse gênero, precisou se render ao desejo dos fãs por mais inclusão. E esses filmes já estão levando prêmios importantes.

Os heróis são tão cativantes, que até os humoristas abordam o tema, como o já saudoso Roberto Gómez Bolaños, ou Chespirito, como é conhecido no México.

Sua obra mais lembrada (depois de Chaves, claro), é o Chapolin Colorado, o herói que “é mais rápido do que uma tartaruga” e “mais inteligente do que um asno”, e Chespirito usa o humor da forma mais simples possível: Chapolin é completamente o contrário do que um herói costuma ser.

Em uma entrevista, nos anos 80, um repórter pergunta a Bolaños o que ele acha dos super heróis, como Superman e He-Man, que faziam muito sucesso na época, e a sua resposta foi um tanto inesperada: “Não são heróis. Herói é o Chapolin Colorado”, diz o humorista.

E antes que os repórteres pudessem rir, ele complementa: “e isso é sério”.

Bolaños não estava querendo promover o seu personagem em detrimento dos outros, mas ele queria explicar o que realmente é um herói. E Chapolin é o seu maior exemplo pois ele “têm medo” do que vai enfrentar.

Ele não sabe muito bem o que deve ser feito. Ele não sabe muito bem o que dizer para confortar quem o chama. Ele nem mesmo sabe se vai conseguir resolver o desafio que lhe foi proposto. Então percebemos que tudo seria mais fácil se ele tivesse super poderes.

O que o intérprete do Chaves tenta fazer é redirecionar o brilho dos olhos ao verdadeiro heroísmo. Ao pai que se dedica a semana toda para dar uma vida melhor a sua família. A mãe que tenta, a todo custo, dar uma educação de qualidade ao seus filhos. Ao amigo que aconselha, persevera e ora pelos seus.

Heroísmo é superar frustrações, é encarar, todos os dias, um super vilão sem um super poder, apenas com a força da fé.

Roberto Gómez Bolaños foi um gênio do humor que dedicou a sua obra ao povão, assim como Shakespeare dedicou. Mas que soube ensinar que a maior força que podemos ter “se aperfeiçoa na fraqueza”, assim como Paulo ensinou.

É possível ser um herói mesmo com medo. É possível continuar mesmo depois de tantas decepções. É possível confiar mesmo depois de ter a fé abalada. É possível.

2 Coríntios 12:9:

“…De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.”

A vida é uma jornada dura… mas isso já suspeitávamos desde o princípio.

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Matheus Simplicio

Matheus Simplício é líder do ministério F5 Laguna e um apaixonado por livros, histórias e cinema. Escreve sobre cultura pop e assuntos do cotidiano através da visão cristã. Faz parte da membresia da igreja A verdade que liberta, a qual serve e ama.

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