Militar do Exército foi quem estrangulou Mukirana, diz Polícia Civil

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Delegado Bruno Fernandes da DIC de Laguna, disse que a participação dos adolescentes foi com socos e chutes. ‘Não passamos essas informações na coletiva para não comprometer as investigações’.

Depois de apreender dois adolescentes responsáveis pelo assassinato de Mukirana a Polícia Civil de Laguna prendeu neste sábado um jovem de 20 anos, militar do Exército responsável por asfixiar e estrangular o jornalista e DJ. De acordo com o delegado Bruno Fernandes os adolescentes só deram socos e chutes em Mukirana. 

Na sexta-feira o delegado deu uma entrevista coletiva à imprensa e disse que estas informações não foram repassadas para não comprometer as investigações.  “O repasse de informações ao público em geral poderia inviabilizar, ainda mais, o cumprimento da sua prisão, já que informações analisadas por intermédio de celulares apreendidos já evidenciavam que o referido militar pretendia se evadir do distrito da culpa, após a apreensão dos adolescentes”.

O delegado disse que por conta do assassinato, o militar lotado na 3ª Companhia do 63º Batalhão de Infantaria, se ausentou sem permissão do serviço na segunda-feira para esconder o veículo, que foi encontrado no Morro da Antena, em Tubarão, 

“Por ter faltado um dia de serviço ele foi surpreendido por punição disciplinar, exarada no âmbito administrativo do serviço disciplinar da União, e teria ficado recluso, no próprio quartel, nos dias 10 e 11 de janeiro. Sobrevindo a decisão judicial na sexta-feira do dia 11, por volta das 22 horas, e quando soubemos que ele seria liberado por volta das 8h30min do sábado, entramos em contato com o comando da Companhia, que apresentou o militar para então se dar cumprimento ao mandado de prisão preventiva, e, logo após, ser interrogado”.

Conforme o delegado, o militar de 20 anos confessou que praticou todos os crimes: asfixiou Mukirana enquanto os  adolescentes passaram a efetuar golpes de chute e socos em seu rosto. E confessou também ter faltado ao serviço militar para ocultar o veículo. 

“Apesar de diversos questionamentos efetuados durante coletiva de imprensa acerca do encerramento do caso, esclareça-se que, agora sim, com a prisão de L.F.F., o caso encontra-se total e absolutamente encerrado. Por fim, esclareça-se que a prisão do militar em nada reflete os mais caros e consagrados valores insculpidos pela referida Instituição, tratando-se, segundo as investigações, de caso isolado e totalmente impensado”. finalizou o delegado.

Fonte: Notisul

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