terça-feira, setembro 25, 2018
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Médica neurologista do Hospital São José alerta sobre os cuidados com a meningite

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Foto: Divulgação

A Meningite é uma inflamação das meninges/membranas que envolvem todo o cérebro e a medula espinhal, o problema geralmente é de origem infecciosa ou tumoral.

As meningites infecciosas são em sua maioria das vezes, transmitidas por via respiratória (inalação do microrganismo – tosse, espirros, gotículas com o microrganismo) e podem ser classificadas por agente infeccioso (bacterianas, virais, fúngicas, parasitárias), por tempo de início (agudas, subagudas e crônicas).

De acordo com a médica neurologista do Hospital São José, Dra. Gisele de Medeiros, as diferenças entre as meningites dependem de sua classificação. Se ocorrerem nas primeiras 24 horas são consideradas agudas, se ocorrerem em até sete horas, são subagudas e se ocorrerem após 30 dias são consideradas crônicas.

“As causas podem ser infecciosas (bactérias, fungos, vírus, parasitas), tumorais (tumores com infiltração do sistema nervoso central), ou traumáticas. Os principais fatores de risco são a imunidade baixa, traumatismo craniano, cirurgias cranianas ou de medula espinhal. Já os principais sintomas são dor de cabeça, febre e alteração do estado mental; podendo ainda apresentar náuseas (enjoo), rigidez de nuca, e mais raramente convulsões”, destaca a especialista.

O diagnóstico é feito por meio da história clínica, do exame do paciente e principalmente pelo exame de líquor e o tratamento vai depender do tipo de meningite. Todas as meningites necessitam de boa hidratação do paciente e repouso.

As meningites virais são na sua grande maioria de evolução benigna, necessitando apenas tratamento com medicamentos para dor, náuseas e para febre. Alguns tipos de meningite viral podem exigir o tratamento com medicamentos antivirais. As meningites bacterianas são tratadas com antibióticos, sendo que algumas, também deve-se fazer uso de corticosteroides para diminuição das complicações.

As meningites por fungos são tratadas com antifúngicos e as meningites parasitárias são tratadas com medicamentos antiparasitários. As meningites tumorais são tratados com quimioterapia dependendo do tipo de tumor que provocou a meningite.

Já existem vacinas para alguns tipos de meningites; algumas virais são evitadas com as vacinas do calendário de vacinação infantil, como por exemplo: a caxumba, coqueluche, rubéola, sarampo, catapora.

Existem ainda, algumas vacinas para prevenção de meningites bacterianas, como a vacina da BCG (protege contra tuberculose), vacina contra meningite B e contra meningite C, vacina pneumococica, vacina pentavalente.

A necessidade de internação ocorre principalmente nas meningites não virais, ou nas meningites virais por herpes, ou quando o paciente apresenta sintomas importantes que não melhoram com medicamentos administrados por via oral.

A especialista explica, que os riscos e complicações maiores ocorrem em meningites por vírus herpes, meningites bacterianas, fúngicas ou tumorais / neoplásicas. Podem ser: convulsões, confusão mental e desorientação, agitação psicomotora, surdez, diminuição da visão ou cegueira, paralisias, coma ou até morte”,

No Brasil, em 2017, de janeiro a 20 de maio, foram registradas 4.411 ocorrências da doença, com 312 óbitos. Entre o mesmo período de 2016, tivemos no país 4.536 casos e 469 óbitos.

Em Santa Catarina a incidência de meningite foi significativa, mais de 550 casos registrados no Sistema Nacional de Agravos de Notificação – Sinan, órgão do Ministério da Saúde – MS.

Cuidados e Como evitar:

É possível evitar as meningites com cuidados de higiene básicos (cobrir a boca ao tossir, lavar adequadamente as mãos, não compartilhar itens de higiene pessoal). Podemos evitar ainda, alguns tipos de meningite através do uso de vacinas.

Qualquer vírus pode provocar um quadro de meningite, sendo os enterovírus os principais vírus causadores de meningite viral. Vírus de origem respiratória, vírus da rubéola, caxumba, sarampo também podem provocar meningite. A maioria das meningites são virais, e destas, a grande maioria não é grave, com boa evolução e geralmente sem sequelas. As demais meningites são mais graves e necessitam cuidados especiais (internação, medicamentos específicos).

A pessoa que teve meningite não está imune de ter meningite novamente, pois há diversos microrganismos que podem ser causadores de meningites, e a pessoa pode ser infectada por diferentes agentes microrganismos e apresentar diferentes tipos de meningites. Mesmo uma pessoa que já teve meningite viral, pode novamente ter meningite viral (por outro vírus, ou por cepas diferentes do vírus anterior).

Sempre que houver qualquer sintoma relacionado, é muito importante procurar um médico especialista que deverá iniciar o tratamento adequado.

Sintomas

As pessoas precisam ficar atentas quanto alguns possíveis sintomas. Caso haja alguma destas características indicativas, é importante procurar um médico.

Principais Sintomas:

– Cefaléia ( dor de cabeça);

– Febre;

– Náuseas (enjoo);

Outros Sintomas:

– Sonolência;

– Diminuição do nível de consciência;

– Rigidez de Nuca.

Alguns pacientes podem apresentar sintomas gerias como dores no corpo, tonturas e mal-estar.

Colaboração: Katia Farias / Comunicação Hospital São José

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