quarta-feira, abril 14, 2021
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Justiça nega pedido de revogação das prisões de PMs envolvidos no caso Diego Scott

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Policiais foram presos preventivamente em 15 de fevereiro após denúncias de que estariam coagindo testemunhas.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou nesta quarta os pedidos de revogação das prisões preventivas dos policiais militares envolvidos no caso Diego Scott. Os pedidos foram julgados na Vara Militar do TJ, em Florianópolis. De acordo com o magistrado também foi negado o relaxamento das prisões e a possibilidade de substituí-las por medidas cautelares.

A defesa de um dos policiais alegou no pedido de anulação da prisão preventiva “que as condutas praticadas partiram a mando do coinvestigado, seu superior hierárquico” . A defesa também alegou a “falta de atenção das autoridades ao princípio da isonomia quando do pedido da prisão preventiva de ambos os indiciados, uma vez que encontra-se preso pelos atos do coinvestigado”.

Já a defesa do outro policial havia requerido “relaxamento da prisão preventiva, alegando que a ilegalidade decorreu da produção de provas ilícitas (…) uma vez que supostamente o militar prestou declarações sem a presença de defensor”.

A justiça negou a soltura dos policiais após denúncias de que estariam coagindo testemunhas para depôr a seus favores, além do fato do desligamento dos equipamentos de registro de ocorrência da viatura em que Diego foi levada o fato de restaurarem os celulares para apagar mensagens de aplicativos.

“Das conversas por aplicativos de mensagens de celular, colhidas após autorização judicial e feitura de laudo pericial, percebe-se que os militares continuam a coagir testemunhas a registrarem boletins de ocorrência dizendo que avistaram Diego Scott em certas localidades, como farmácias e lojas de conveniências, bem como insistem para que colegas de farda façam buscas na região para encontrarem o desaparecido, não para o esclarecimento da verdade, mas assim para evitar suas responsabilizações na seara criminal”, diz um trecho do relatório interno da sindicância da PM, citado pelo juiz João Batista da Cunha Ocampo More.

Os policiais foram presos preventivamente em 15 de fevereiro, um deles está detido na sede do batalhão da PM de Laguna e e outro em Tubarão.

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