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História

A história de Laguna começa na pré-história com os índios carijós pertencentes à raça Tupí-Guarani. E como prova de sua existência deixaram aqui os Sambaquis (Sítios Arqueológicos Milenares) ou Cemitérios Indígenas, que eram formados por montões de conchas, restos de cozinha e de esqueletos dos próprios índios que aqui habitavam. São 22 Sambaquis localizados em Laguna (Sambaqui da Carniça I, II, III, IV, V , VI, Sambaqui da Lagoa dos bichos, Sambaqui da Pedra ou Toca, Sambaqui da Passagem da Barra, Sambaqui da Laguna, Sambaqui da Roseta, Sambaqui da Caiera, Sambaqui da Cabeçuda, Sambaqui da Caputera, Sambaqui da Ponta do Perrixil, Sambaqui do Estreito, Sambaqui da Galheta I, II e III, Sambaqui do Cabo de Santa Marta I, II, III) sendo que são os maiores e mais importes do mundo chegando a 30 metros de altura por centenas de metros de comprimento.

No Farol de Santa Marta, existem 3 (três) destes Sítios Arqueológicos, que testemunham a presença de povos pré colonizadores. Durante muitos anos as conchas que formam os Sambaquis foram usadas na pavimentação de estradas ou fabricação de cal. Ainda hoje encontram-se neles pontas de flechas, machadinhas, colares e urnas funerárias, sendo que muitas destas peças encontradas estão expostas no museu Anita Garibaldi.

A história continua com o Tratado de Tordesilhas. Há 511 anos atrás, em 7 de junho de 1494, as duas maiores potências mundiais da época, Portugal e Espanha, foram incluídas na primeira grande decisão colonial do mundo. Fariam parte do Tratado de Tordesilhas. O documento entrou para a história e evitou a guerra entre Portugal e Espanha. Foi traçada uma linha imaginária de 1,5 milhão de quilômetros de extensão, que no Brasil cortava a Ilha de Marajó (PA) ao norte e Laguna ao sul; as terras encontradas ou a descobrir, a leste do meridiano seriam portugueses e os territórios a oeste pertenceriam aos espanhóis. Uma das hipóteses levantadas em Laguna, é que a linha definida por Tordesilhas passaria perto da Praia do Gi, na chamada Pedra do Frade. Daí espanhóis logo que chegaram ao sul do Brasil para demarcar o Tratado de Tordesilhas.

Fundada em 1676, Laguna serviu como posto avançado da coroa portuguesa, utilizada como ponto estratégico de apoio para o desbravamento da região sul, como local de resistência nos conflitos existentes entre Portugal e Espanha, pela posse do território não explorado. Seu fundador, Domingos de Brito Peixoto, Lançou as bases de um povoamento que seria no futuro, cenário de importantes acontecimentos da história brasileira. Tendo alcançado projeção na Guerra dos Farrapos, onde abraçou o ideal republicano, foi em Laguna que se instituiu pela segunda vez, em território brasileiro, uma república, chamada de República Catarinense ou Juliana. Embora de curta duração, pois logo as forças imperiais retomaram o território, a República Juliana permanece no decorrer dos anos, como exemplo da cultura, do ideal e a coragem do povo lagunense, na defesa dos seu ideais de justiça e igualdade. Mas Laguna também participou da guerra do Paraguai, destacando-se mais uma vez a coragem e a bravura de seus filhos. Hoje suas ruas estreitas, seu casario, bem como sua história, estão protegidos, tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional. Laguna conservará para sempre um passado altaneiro que sempre abrirá suas portas para um futuro brilhante.

Fonte:  Adilcio Cadorin

{mospagebreak heading=Resumo&title=A origem Espanhola do nome de Laguna}
Como se observou, a carta enviada está datada, tendo sido escrita e enviada da "Laguna Del Embiaça", nome que associou o complexo lagunar a um termo indígena, que por sua vez, identificava a aldeia nativa existente, exatamente onde hoje está localizado o centro histórico da cidade. Já conhecida a origem do nome "Laguna", é importante que saibamos um pouco sobre "Embiaça", para que possamos entender o significado da denominação batizada naquele longínquo dia 1o. de janeiro de 1550.

Segundo foi registrado pelo Padre Serafin Leite, em suas duas importantes obras, Cartas Jesuíticas e Novas Cartas, foi possível recuperar muitos fatos históricos, como os primeiros contatos dos missionários com os índios carijós, que habitavam o litoral, desde o rio Cananéia (SP) até as proximidades de Torres (RS), graças a narração dos fatos contidos nas correspondências trocadas entre estes missionários e seus superiores.

Boa parte desta correspondência foi resgatada, encontrando-se diversos exemplares nos arquivos dos jesuítas espanhóis, na sede Companhia de Jesus em Roma, na Torre do Tombo de Madri e diversas bibliotecas. Segundo narrado, muitas correspondências referem-se a vila indígena de Biaça e outras referem-se a Mbyaça e Ybiaça. Já a carta dos espanhóis de 1550 referia-se a Imbiaça. Também existem referências ao nomes de Viaza ou Mbiaza, que são decorrentes corruptelas da pronuncia e grafia espanhola, Qualquer uma destas variações, uma vez traduzidas, denunciam o mesmo significado, ou seja: o nome daquela aldeia era conhecido em virtude de estar localizada em ponto cujo acesso por terra somente seria possível pelo caminho do istmo ali existente, características encontradas tão somente na região da atual Laguna. É o que denunciam suas traduções:

 

BIAÇA - É o resultado da contração da palavra apeaçaba: ape = caminho + açaba = travessia. Portanto, seu significado literal seria "travessia do caminho". (CARDIN- Fernão - Tratado da Terra e Gente do Brasil - Ed. Itatiaia - 1980 - pg. 172 .)

YBIAÇA - Yby = terra + açaba= passagem ou porto. Em outras palavras, "passagem da terra" ou "porto de terra" (TIBIRIÇA - Luiz Caldas; Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi; Ed. Traço - São Paulo - 1985 - pg 55)

IMBIAÇA ou EMBIAÇA - Forma guarani de mbé-açaba, , que significa a travessia, o porto. (BUENO - Silveira; Vocabulário Tupi-Guarani-Portugues; Ed. Nagy - S. Paulo - 1983 - pg. 513)

EMBIAÇABA - A travessia do caminho, a passagem, o atalho. (BUENO - Silveira; Vocabulário Tupi-Guarani-Portugues; Ed. Nagy - S. Paulo - 1983 - pg. 105)

Portanto, a aldeia tinha este nome porque estava localizada onde o caminho existente interrompia-se pela existência da lagoa, sendo necessária a travessia da mesma. Em outras palavras, a aldeia estava localizada junto ao local que servia de porto para continuar o caminho que a lagoa interrompia.
Compreendidos os significados do termo espanhol laguna e da palavra indígena embiaça, deduz-se que:

 

a) o primitivo nome indígena da aldeia que existia em Laguna era Embiaça ;
b) o primeiro nome europeu dado a esta futura cidade foi composto por palavras espanhola e tupi - Laguna del Embiaça.
c) fazendo uma tradução literal das palavras, concluímos que o primeiro nome de língua portuguesa da atual cidade de Laguna foi Porto da Lagoa.
d) com a chegada de Domingos de Brito Peixoto, que organizou a vila indígena já existente, foi a mesma batizada como Santo Antonio dos Anjos da Alaguna;
e) tempos após, passou a denominar-se somente Laguna, nome que até hoje está mantido.

Convém registrar que com os nomes de Porto da Lagoa, Porto das Alagoas, Porto de D. Rodrigo e Porto dos Patos, existem inúmeros documentos históricos escritos em português e em espanhol como: cartas de missionários, relatos de bandeirantes vicentistas, navegadores e outros documentos que foram preservados. Aqui, porém, deve ser feita a ressalva de que com este nome também foram registradas fatos e referências que aconteceram onde hoje estão localizadas as atuais cidades de Imbituba, S. Jose e Florianópolis, que as vezes por equívoco, e outras por confusão de localização, também foram designadas e confundidas com os mesmos nomes. No entanto, em muitas destas citações, prevaleceram estas designações à atual cidade de Laguna, graças ao mais importante registro histórico brasileiro, escrito em 1587 por Gabriel de Souza Marques, um rico fazendeiro que habitava o recôncavo baiano, que naquele ano, estando em Madrid, na Espanha, escreveu a maior e mais preciosa obra descritiva do litoral brasileiro, identificando todos os portos naturais, habitados ou não, dentre eles o Porto da Alagoa como sendo a futura cidade de Laguna. Esta relíquia histórica descreve os índios carijós que habitavam a região de Laguna, além das diversas nações indígenas, seus domínios, costumes, relatando a antropofagia de algumas tribos brasileiras. Também é riquíssima na descrição do que era produzido, o potencial dos minérios, além de importantes informações sobre a desconhecida fauna e a flora das novas terras. Incontestada e festejada por todos os historiadores, sua obra já foi reproduzida inúmeras vezes, estando na 9a. edição brasileira. Seu minucioso relato ficou conhecido como Tratado Descritivo do Brasil (Editora Massangana - 2000 - 9a. edição - pg. 82 - )

Fonte:  Adilcio Cadorin

{mospagebreak heading=Resumo&title=A origem Espanhola do nome de Laguna&title=Cronologia das principais datas Lagunenses}

2000 AC - Data aproximada da presença dos homens da pré-história, que construíram e habitavam os sambaquis, até hoje existentes no atual Município de Laguna;

1494 - 05 de setembro- Rei de Portugal D. João II, na cidade de Setúbal, Portugal, assina o Tratado de Tordesilhas, pelo qual, a região imediatamente ao sul da hoje cidade de Laguna passaria a pertencer ao domínio da Coroa Espanhola;

1502- Laguna, assinalada como Cabo de Santa Marta, passa a constar no mapa-mundi elaborado pelo italiano Alberto Cantino, que havia sido encomendado pelo Rei de Portugal, D. Manoel. O documento ficou conhecido como Planisfério de Cantino. Encontra-se hoje na Biblioteca Estense, na cidade de Modena, na Itália;

1515 - O espanhoL, Juan Dias de Solis naufragou, sendo que os sobreviventes passaram a viver em aldeias de índios. Alguns deles, como Henrique Montes, Aleixo Garcia, Francisco Pacheco viveram com a aldeia indígena existente nos arredores da atual Palhoça. Já Melchior Ramires, viveu na aldeia de Imbiaça, depois Laguna;

1523 - Nesta data foi elaborado um mapa, por cartógrafo anônimo, que ficou conhecido como "mapa anônimo de Turin", publicado pela Maps Ilustrating Early Discoveries and Exploration in América, da editora Luth Stevenson, onde constata-se estar assinalado o "rio de Rodrigo (segue-se uma palavra ilegível) Laguna"

1525 - Aporta D.Rodrigo de Acuña em Laguna, navegador espanhol, com sua nau "São Gabriel", aqui encontrando "alguns cristãos, que queriam resgatar com os da nau". 32 marinheiros desertam e passam a viver com os índios.

1531 - O espanhol Pero Lopes assinalou nosso porto no roteiro da navegação.

1538 a 1546 - Neste período, Laguna foi sede da "Missão Província de Jesus", dos freis franciscanos espanhóis Bernardo de Armenta e Afonso Lebron, que estabeleceram-se junto a já existente aldeia indígena de "Biaça", também conhecida como "Mbiaza", "Viaça" e "Abiaça", cuja tradução significa um final de caminho ou uma passagem para outra terra, ou seja um embarcadouro ou porto. Logo que chegaram construíram uma capela e casa para sua residência.

 

1550 - 01 de janeiro- Data do primeiro documento, que se tem notícia, escrito em Laguna, por Juan de Salazar Espinoza, que naufragou na Barra da Laguna com 120 pessoas, passando a viverem no povoado indígena que ali existia. No naufrágio perderam tudo. Mesmo não salvando nada, conseguiram construir uma paliçada em forma de fortin, casas de madeira e barro, serraram e cortaram madeira para construir um bergantin e escreveram cartas, o que significa que o local já dispunha de equipamentos utilizados por outros homens brancos, que já habitavam junto aos índios de Embiaça. Permaneceram no local por mais de dois anos. Esta carta, cuja original encontra-se no Arquivo das Índias em Lisboa, uniu o nome indígena da aldeia ao nome espanhol do complexo lagunar existente, originando o nome de "Laguna Del Embiaça". Relatou neste histórico documento, que aqui encontrou dois brancos habitando com os índios da aldeia, que muito o ajudaram nas relações que mantiveram com os índios enquanto aqui esteve. Um destes primitivos habitantes da então "Laguna de Embiaça" foi Afonso Bellido, que veio com o espanhol Cabeza de Vaca e que nos anos anteriores acompanhou o Frei Bernardo na catequese dos índios carijós. Bellido era natural da Andaluzia, província espanhola.

1554 - O espanhol Cabeza de Vaca chegou a ilha de Santa Catarina, com a finalidade de seguir por terra sua viagem até o atual Paraguai. Logo a seguir, apresentaram-se a ele diversos nativos da região, e por intermédio deles "soube que a uma distância de 14 léguas ao sul em um lugar denominado Biaça (Laguna) existiam dois frades franciscanos, um chamado frei Bernardo de Armenta e outro frei Alonso de Lebron, oriundos da Gran Canária. Haviam naufragado em 1538 no Porto dos Patos, e ai já acharam três castelhanos que falavam o guarani.

1553 - 01 de junho - O Governador Geral do Brasil Tomé de Souza em carta dirigida ao Rei de Portugal, informou que havia mandado expulsar as "Armas de Espanha", que tentavam estabelecer-se na parte sul, com intuito de formarem vila e consolidarem seus domínios da linha divisória do Tratado de Tordesilhas.

1554 - O italiano Gastaldi confeccionou novo mapa do litoral e ali inseriu e assinalou o Porto de Laguna.

1557 - O francês Jaime de Rasquin também se referiu a Laguna. Muito outros navegadores e geógrafos, de diversas nacionalidades, aqui estiveram, podendo-se citar Gaspar Viegas, Diogo Homen, Vaz Dourado, D. Pedro de Mendonça, Jon Von Dort, Cornelius de Jade, Fernão de Camargo, Souza Pereira, dentre outros de uma longa lista.

1587 - Neste ano foi escrito por Gabriel de Souza Marques, um fazendeiro baiano, uma obra intitulada "Tratado Descritivo do Brasil", onde aparece a atual cidade de Laguna com o nome de Porto da Alagoa.

1596 - 04 de dezembro - Uma nova missão jesuítica reconstruiu a capela de 1538, no mesmo local. O fato está documentado e registrado na carta deixada pelo Pe. Pero Rodrigues, datada de 01 de maio de 1597. Diz a carta endereçada aos seus superiores, que "...com próspera navegação, a 4 de dezembro de 1596, tomaram um porto chamado Laguna de los Patos", o que revela nossa ligação com o domínio espanhol a que estivemos submetidos. A iniciativa foi da Companhia de Jesus e foram designados para lideraram esta missão os padres jesuítas Custodio Pires e Agostinho de Matos.

1605 - 11 de agosto - Instalação da "Missão dos Carijós". Foi liderada pelo Pe. João Lobato e Pe. Jerônimo Rodrigues, que partiram de Santos em caravana composta por 14 pessoas, sendo a maioria dos índios já domesticados. Sua sede, com casa dos jesuítas e igreja foi novamente edificada no mesmo local onde está atualmente a Igreja de Laguna, ou em suas proximidades.", segundo narrativa contida na obra do Pe. Serafim Leite intitulada "A História da Companhia de Jesus no Brasil",. No dia de São Bartolomeu, em 24 de agosto de 1605, apenas oito dias após a chegada, foi rezada a primeira missa desta expedição. No dia 2 de julho de 1606, decidiram atear fogo naquelas toscas construções, como forma de combater e livrarem-se de uma "invasão de grilos e de baratas".

1609 - Aqui aportaram os padres Afonso Gago e João de Almeida, que deram continuidade à missão evangelizadora.

1617 - O Pe. João Fernandes Gato, juntamente com Pe. João de Almeida, conforme relatório deste, partiram do Porto dos Patos para fazerem uma incursão ao Planalto, passando pela aldeia de Boipetiba, que ficava nos arredores da atual cidade de Torres.

1622 - Chegaram os padres Antonio de Araújo e João de Almeida. Vieram com intenção de instalarem-se definitivamente no Porto dos Patos.

1624 - Chegou o Pe. Pedro da Motta, substituindo o Pe. João de Almeida. Reconstruíram a igreja, catequizaram e batizaram mais de duzentos índios.

1625 - O Pe. Pedro da Mota e Antonio Araújo partiram de Laguna para fazerem a primeira incursão no RS, passando pela terras do chefe índio Tubarão, prosseguindo até a aldeia de Caibi,, que fica localizada nas proximidades de Porto Alegre,

1628 - Chegou o Reitor da Companhia de Jesus Pe. Fernando Carneiro, que fez um longo relatório sobre sua estada no Porto dos Patos. Este documento encontra-se no Arquivo Geral de Roma. O reitor veio acompanhado pelos padres Manoel Pacheco e Francisco de Morais.

1635 - Chegou o Pe. Inácio de Sequeira, que juntamente com o Pe. Francisco de Morais deixou uma longa narrativa escrita de sua presença missionária na antiga Laguna. Aqui chegaram com o bergantin "Santo Antonio", tendo passado por Imbituba, onde já havia sido destruído um núcleo missionário pelos índios preadores a serviço dos vicentistas escravagistas. Narra este relato que "quando o barco entrou na barra da Laguna, em seu porto encontrou 15 navios de alto bordo e ainda muitas canoas, que totalizaram 62 embarcações, todas de escravagistas, com os quais os padres tiveram acerbas discussões e mútuas ameaças"

1637 - Aqui aportou o Pe. Francisco Banha.

1676 - Domingos de Brito Peixoto chega a Laguna em dia e mês desconhecidos. Natural de Santos, trazia o mesmo nome de seu pai, que havia nascido no Minho, em Portugal. Em Santos casou-se com Ana Guerra do Prado. Além de rico fazendeiro da Baixada Santista, juntamente com Pedro de Guerra, foi nomeado como encarregado para descobrir as minas de Coritiba e de Sorocaba. Veio acompanhado por um contingente de escravos, soldados, oficiais e diversas famílias. Sua vinda foi estimulada pelo Rei de Portugal, ditada pela necessidade de expandir a fronteira estabelecida pelo então tratado de Tordesilhas. Laguna passou a ser ponto de partida de expedições rumo ao oeste e, principalmente, rumo ao sul, cumprindo a missão precípua de consolidar e alargar os domínios lusitanos no extremo sul do continente. Segundo diversos historiadores, dentre eles Vilson Francisco de Farias, Domingos de Brito Peixoto foi quem organizou o povoado de origem indígena que já tinha servido de habitação por náufragos, traficantes de escravos índios e padres missionários, além dos índios nativos.

1709 -Francisco de Brito Peixoto obtém da Câmara de S. Vicente um atestado de serviços, incluindo os de seu pai, e após retira-se de Laguna para Santos.

1714 - O povoamento de Laguna foi elevado a Vila de Santo Antonio dos Anjos da Laguna.

1715 - Francisco de Brito Peixoto, por solicitação do Governador de São Paulo Frâncico de Távora, volta para Laguna;

1720 - 20 de janeiro - Ouvidor Pires Pardinho chega à Laguna e a eleva, novamente, de sua condição de povoado à vila, fazendo uma correição e baixando cem provimentos, instituindo eleições para os juizes, incentivando o comércio, determinando construções, saneamentos e outras medidas básicas para o desenvolvimento da novel vila;

1720- Francisco de Brito Peixoto é preso pelo Juiz da Vila da Laguna Manoel Gonçalves Ribeiro;

1721 - Francisco de Brito Peixoto livra-se da prisão e prende Manoel Manso de Avelar, entre outros, por crime de contrabando;

1723 - 24 de agosto - A então Vila de Santo Antonio dos Anjos da Laguna, a Ilha de Santa Catarina e a Vila de S. Francisco ficam fora da jurisdição da Capitania de São Paulo, que, em virtude da sugestão do Ouvidor Rafael Pires Pardinho para criar uma nova comarca mais ao sul de S. Paulo, Laguna passou a ser subordinada à nova Comarca de Paranaguá, criada nesta data;

1725 - O Governador da Província de S. Paulo ordena que Francisco de Brito Peixoto inicie a conquista e ocupação do Rio Grande do Sul. Velho e doente, a população local o impede de partir. Em sua substituição encarrega seu genro João de Magalhães, que organiza e parte com a primeira expedição colonizadora, ficando conhecido o episódio como a Frota de João de Magalhães;

1725-outubro - Início da ocupação do Rio Grande do Sul pelos lagunistas liderados por João de Magalhães e mais sua frota composta por 30 homens, que partiram de Laguna para formarem um povoado, ocuparem e assegurarem o domínio português do atual território do Rio Grande do Sul, garantindo a passagem de gado e comunicações com a Vila da Colônia do Sacramento, além de apaziguarem o índios minuanos.

1726-março - Por correição do ouvidor Lanhas Peixoto, Laguna perde sua jurisdição sobre o povoado do Desterro, que foi elevado a condição de Vila, fixando-se os limites pelos "morretes ao norte de Garupava" (GALVÃO-Manoel da Fonseca - NOTRAS GEOGRAFICAS E HISTORICAS SOBRE A LAGUNA DESDE SUA FUNDAÇÃO ATÉ 1750- Typ. JJ Lopes - 1881- Desterro - pg. 41)

1727- Francisco de Souza Faria abre e constrói um novo caminho para passagem das tropas, ligando os Conventos, em Ararangua, aos campos de Lages e à Vila dos Pinhais de Curitiba, com destino final à Feira de Sorocaba, desviando o antigo Caminho da Praia que, rumo ao mesmo destino, passava por Laguna. Em 1733, este Caminho foi ampliado e melhorado por Cristovão Pereira, desviando definitivamente Laguna do Caminho das Tropas;

1735 - 31 de outubro - Francisco de Brito Peixoto morre em Laguna, sem que tenha recebido resposta do Rei de Portugal ao seu pedido de ressarcimento pelos investimentos que seu pai e ele próprio fizeram em prol da ocupação de Laguna e conquista do sul em favor da Coroa Portuguesa.

1736- janeiro - Como capitão-mor de Laguna, foi nomeado Sebastião Bragança, em substituição a Francisco de Brito Peixoto;

1742 - 04 de janeiro - A Vila de Laguna é desmembrada da jurisdição do Governo de São Paulo e passa a pertencer a jurisdição do Governo do Rio de Janeiro;

1821 - 21 de agosto - O Juiz Ordinário Luiz Martins Colaço foi assassinado em Laguna;

1831 - 20 de março - O lagunense Manoel de Souza França é nomeado pelo Imperador D. Pedro II, como Ministro da Justiça;

1839 - 22 de julho - Garibaldi, seguido por David Canabarro, Teixeira Nunes e seus soldados farroupilhas conquistam a Vila, ficando o episódio conhecido como a Tomada de Laguna;

1839 - 29 de julho - A Câmara de Vereadores de Laguna, presidida por Vicente Francisco de Oliveira, proclama a secessão do Império e a independência, constituindo um novo estado livre e soberano, que ficou conhecido como Republica Catarinense e República Juliana;

1839 - 04 de novembro - Batalha naval junto ao atual Porto de Imbituba, conhecido como "batismo de fogo" de Anita, que destaca-se em valentia e coragem;

1839 - 09 de novembro - Com a finalidade de conter os insatisfeitos, e pressionado por Canabarro, Garibaldi ataca Imaruí, ficando o episódio conhecido como o Saque de Imarui;

1839 - 15 de novembro - Batalha naval junto a Barra de Laguna, onde os imperiais com 22 navios, derrotam a marinha republicana, composta por seis navios. Na batalha destaca-se a coragem de Anita e acontecem muitas mortes. A derrota obriga os republicanos a retirarem-se de Laguna, colocando fim ao curto período de 107 dias de existência da República Juliana. 

Fonte:  Adilcio Cadorin 
 
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