quinta-feira, julho 19, 2018
Home Notícias Saúde Florianópolis tem aumento em casos de leishmaniose humana e canina contraídos dentro...

Florianópolis tem aumento em casos de leishmaniose humana e canina contraídos dentro da cidade

1281
Mosquito-palha costuma ser o transmissor do protozoário da leishmaniose em áreas urbanas (Foto: James Gathany/CDC)

No ano passado, capital teve 3 casos da doença em humanos adquiridos dessa maneira. Dados são da Dive.

Florianópolis registrou em 2017 o maior número de casos de leishmaniose visceral canina e humana em sete anos, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), da Secretaria de Estado da Saúde.

No ano passado, a capital teve três casos da doença em humanos, todos contraídos dentro da cidade. Tanto em pessoas quanto em animais, a leishmaniose é transmitida pela picada de um mosquito-palha que esteja com o parasita.

O diretor de Vigilância em Saúde de Florianópolis, Leonardo Ventura, afirmou que os casos em humanos estão relacionados ao quanto a população está exposta à leishmaniose.

“O mosquito [transmissor] é característico da mata e em Florianópolis há muitas áreas de mata. Não há uma razão só, tem a ver com aumento no número de cães infectados, a desinformação da população e a falta de precaução da população”, disse.

Ele disse ainda que uma das razões para o aumento no número de cachorros infectados é o maior número de cães testados pelas equipes de zoonoses.

“Passamos de algumas poucas dúzias ou centenas de exames em outros anos para mais de mil no ano passado”, afirmou.

Segundo os dados da Dive, em 2011, eram oito casos de cães infectados. No ano passado, foram 108. Os dados da Dive são referentes até setembro de 2017.

No site da prefeitura, é possível encontrar perguntas e respostas sobre a doença. A leishmaniose visceral humana é uma doença grave causada pelo parasita Leishmania chagasi, mas há tratamento caso seja descoberta no início.

Sintomas
Tanto pessoas quanto cães contraem a doença através da picada do mosquito-palha que esteja infectado com o parasita.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que quem tiver febre por mais de sete dias deve procurar uma unidade de saúde.

Em cães, os sintomas incluem crescimento exagerado das unhas, emagrecimento, falta de apetite, feridas ao redor dos olhos, na ponta das orelhas e no focinho e conjuntivite. Apenas o exame laboratorial pode confirmar o diagnóstico.

Para fazer esse teste, é preciso levar o animal do Centro de Controle de Zoonoses de Florianópolis, no bairro Itacorubi, ou em uma clínica veterinária. Caso o cão tenha a doença, as opções são a eutanásia ou o tratamento, aliado às medidas de prevenção.

Prevenção
Para prevenir a doença, a prefeitura orienta:

limpar o quintal, retirando restos de folhas e frutos, lixo e fezes de animais
vedar composteiras
não jogar lixo em terrenos baldios
usar camisas de manga comprida e calças em áreas de mata, principalmente no entardecer, noite e amanhecer, horários de maior atividade do mosquito
usar coleira repelente nos cães
em cachorros que não estão infectados, pode-se aplicar uma vacina. Ela não é fornecida pela rede pública, é preciso procurar um veterinário.

G1SC

Comments

comments