quinta-feira, junho 20, 2019
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Fim da segunda guerra mundial é lembrada em Laguna

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“Um país sem história, padece”, palavras do major comandante do exército brasileiro, Tadeu Poerschki, da 3ª Companhia, durante a solenidade de comemoração ao Dia da Vitória, lembra o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, quando países aliados venceram o nazismo. Mais de 15 soldados da região de Laguna integraram a Força Expedicionária Brasileira (FEB).

A solenidade lembrada em todo o mundo, em Laguna ocorreu aos pés do busto do também pracinha Clito Araújo, lagunense, morto aos 24 anos, na Itália, durante o conflito. O fim do conflito, com a derrota formal da Alemanha Nazista, ocorreu em 8 de maio de 1945, considerado o maior e mais sangrento conflito de toda a história da humanidade e que teve cerca de 60 milhões de mortes.

O veterano Jamil Correa, 92 anos, com problemas de audição como consequência do período militar, representou os soldados. Brasil levou 25 mil homens para a Itália. Mais de 450 baixas em combate.

Emoção e resgate da memória marcaram o evento, com a participação dos alunos das escolas municipais do Estreito e Bentos, Marinha do Brasil, Polícia Ambiental, exército brasileiro, secretários municipais e comunidade.

O prefeito Mauro Candemil entregou para o veterano Jamil Correa, comenda lagunense e enfatizou para o major do exército Tadeu Poerschki, da 3ª Companhia “que sempre poderão contar com o nosso apoio”.

O comandante em seu discurso lembrou que o fim da guerrra mudou o rumo da humanidade e serviu de exemplo. “Isso deve ser lembrado em sala de aula, pois faz parte da história da nação brasileira. País sem história, padece”.

Flores foram colocadas aos pés do busto do soldado lagunense Clito Araújo, morto aos 24 anos, no conflito na Itália.

Após a solenidade no auditório da Marinha, voluntários vestidos do uniforme da 2ª Guerra Mundial apresentaram um pouco da história do conflito histórico. Os guia de turismo e apaixonado por história Ana Claúdia Mendonça e Eduardo dos Reis percorrem as escolas da região contando enredos da época. “Queremos que as pessoas conheçam cada vez mais sobre o conflito”, disse Ana.

A presidente da Fundação Lagunense de Cultura, Mirela Honoratto, acompanhou a palestra dos voluntários. “Foi incrível. O quanto as forças brasileiras lutaram contra ditaduras e totalitarismos, mesmo estando em regime totalitário na Segunda Guerra, com grande cerceamento da liberdade. Não dá pra aceitar que nossa história e nossos fatos sejam deturpados, por essa onda de intolerância que se apropriou da nossa bandeira”, descreveu Mirela.

Soldado lagunense morto em combate

De 6 de setembro de 1944 a 2 de maio de 1945, durante os 239 dias de combate dos soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália.

Entre eles, o soldado lagunense Clito Antônio de Araújo, que integrava a 4ª Cia do 6º RI (Regimento de Infantaria Ypiranga), morto aos 24 anos, por estilhaços de granada, em novembro de 1944.

Clito Araújo nasceu na localidade de Siqueiro, na Laguna (hoje pertencente à Pescaria Brava), em 1920. Era filho de Antônio Ciríaco de Araújo e Fernandina Medeiros de Araújo.

Fez parte do 1º Escalão da FEB a embarcar para o teatro das operações na Itália, em 2 de julho de 1944, a bordo do navio general Mann.

Seguiu viagem junto a outros companheiros lagunenses, como Ezio Pagani, Manoel Ismael da Silva, Waldemar Apolônio Antunes, Sadi Silva Ferminio, Jovino Salvador da Silva, Milton Fonseca, David Lemos, Manoel Moura de Jesus, Bernadino Vieira de Andrade, Antônio Juvêncio Corrêa e Valdiniro Abrahão Pereira (Xavante), entre outros.

Esse primeiro escalão brasileiro com 5.075 soldados desembarcaria em Nápoles em 16 de julho de 1944. O total efetivo chegaria a 25.334 participantes, com 956 soldados vindos do solo catarinense.

Fotos e texto: jornalista Taís Sutero – JN 1796
Fonte: blog do Valmir Guedes

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