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Estado de alerta: foco do mosquito Aedes aegypti é encontrado em Orleans

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Foto: Divulgação

Uma varredura está sendo feita com o intuito de identificar e eliminar criadouros do mosquito, tendo em vista que esta é a melhor estratégia para evitar a dengue, chikungunya e zika.

As agentes de combate às endemias de Orleans, Luciana Antunes Tavares e Maíra Nunes Farias Bianco, iniciam esta segunda-feira (23) com uma grande missão: combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do vírus da zika e das febres chikungunya e amarela.

O estado é de alerta no município. Isso porque, na última semana, um foco do mosquito foi encontrado em uma armadilha localizada em um estabelecimento comercial na Rua Aristiliano Ramos, área central da cidade. Com isso, uma varredura está sendo realizada em um raio de 300 metros a partir deste ponto, englobando parte do Centro e dos bairros Barro Vermelho, Lomba e Alto Paraná.

“Iremos visitar todas as residências, comércios e terrenos baldios situados neste raio de abrangência à procura do mosquito ou de mais larvas. Começamos do foco em diante. Esperamos não encontrar mais de dois focos nesse raio, pois a cidade será considerada infestada. Precisamos da compreensão e colaboração da população para que permita a nossa entrada e nos auxilie na limpeza. O objetivo é evitar que a fêmea que depositou os ovos na armadilha coloque em outros locais”, explicou Luciana.

Passados dois meses, uma nova varredura será realizada. Caso sejam encontrados muitos locais que possam servir como criadouros de larvas de Aedes aegypti, será agendado um dia para que um mutirão de limpeza seja feito. Ao total, há 80 armadilhas espalhadas em Orleans e 13 pontos considerados estratégicos, como cemitérios, borracharias, ferro velhos etc.

O estabelecimento onde o foco foi encontrado não possui criadouros. Entretanto, há muita entrada e saída de veículos. Por isso, a suspeita é de que tenha vindo de outras regiões de Santa Catarina. No Oeste, por exemplo, a maior parte das cidades está infestada.

Mapa dos municípios segundo situação entomológica

Situação é preocupante

As agentes de combate às endemias alertam que a situação é preocupante. “A população precisa entender a gravidade disso, as doenças podem levar à morte e também já foi confirmada a relação do vírus zika com casos de microcefalia. Além disso, o mosquito tem ficado cada vez mais perigoso, pois ele está se adaptando ao nosso ambiente e se tornando mais resistente”, reforçou Maíra.

Este é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e eliminar os criadouros do mosquito é a melhor estratégia para evitar essas doenças. Por isso, o apoio de toda a comunidade orleanense é importante.

Denuncie

As profissionais solicitam também apoio da população para que denuncie caso encontre alguma irregularidade. A denúncia deve ser formalizada junto à Vigilância Epidemiológica, na Rua Rui Barbosa, próximo à Prefeitura de Orleans. A identidade do denunciante será preservada. Ou, ainda, informar a agente de saúde, que também poderá realizar a denúncia. Além disso, ao verificar o alvo da denúncia, uma vistoria será realizada em toda a rua apontada, também com o intuito de manter a privacidade dos envolvidos. Para mais informações, o telefone é (48) 3466-1144.

Larvicida é disponibilizado pelo Estado

Um larvicida contra o mosquito Aedes aegypti é disponibilizado pelo Estado e, quando necessário, as próprias agentes de combate às endemias realizam o tratamento da água que contenha larvas. O produto, que pode ser utilizado em caixas d’água e piscinas, por exemplo, não é prejudicial aos humanos, apenas para as larvas do mosquito.

Órgãos unidos

Na tarde desta segunda-feira (23), haverá reunião com as agentes de saúde. O intuito é solicitar reforço para que a informação seja levada ao máximo de pessoas possível, evitando, assim, a proliferação. A Fundação do Meio Ambiente de Orleans – FAMOR também irá auxiliar e, em caso de descumprimento às orientações, o proprietário do imóvel receberá notificação e poderá ser multado.

Orientações Gerais

Os vírus que causam essas doenças são transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti. Elas apresentam sinais e sintomas parecidos, mas têm níveis de gravidade diferentes e não há tratamento específico. Recentemente, o Ministério da Saúde confirmou a relação do vírus Zika com o surto de microcefalia em bebês, já registrados em 18 estados do país.

O que fazer?

Fique atento! – Além dos casos citados, as geladeiras Frost Free costumam acumular água após o processo de descongelamento. Por isso, é necessário retirar o líquido e realizar a limpeza semanalmente. Em contato com a água, os ovos desenvolvem-se rapidamente. É importante também que os caminhoneiros fiquem atentos para evitar o acúmulo de água nos veículos, principalmente quando viajam para cidades consideradas infestadas.

Campanha recolhe pneus em Orleans

Um projeto pioneiro foi implantado em Orleans visando combater a proliferação do Aedes aegypti e preservar o meio ambiente através do descarte correto de pneus. A iniciativa seguirá até o dia 30 de abril, mas pode se estender, dependendo da adesão por parte dos orleanenses. Os pneus recolhidos serão reciclados e transformados em outros produtos, como o asfalto ecológico.

Confira os pontos de coleta:

Bairro Corridas: Recapneu;
Bairro Samuel Sandrini: Tanaka;
Bairro Coloninha: Garagem da Prefeitura;
Bairro Rio Belo: Famor;
Bairro Pindotiba: Oficina do Fabiano.

O Aedes aegypti

O mosquito transmissor do vírus da dengue, zika e chikungunya é o Aedes aegypti. Ele se caracteriza pelo tamanho pequeno, cor marrom médio e por nítida faixa curva branca de cada lado do toráx. Nas patas, apresenta listras brancas.

Quais os hábitos dele?

O Aedes aegypti vive de 35 a 45 dias, alimenta-se, reproduz-se e põe ovos durante o dia. As fêmeas do mosquito picam as pessoas, pois precisam de sangue para amadurecerem os ovos. É nesse momento que pode ocorrer a transmissão das doenças, pois as fêmeas podem estar infectadas pelos vírus.

Ciclo de Reprodução

A fêmea deposita até 100 ovos nas paredes internas de recipientes que tenham ou que possam acumular água parada, onde podem durar até um ano e meio. Em contato com a água, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas. Delas, surge o adulto num ciclo de, aproximadamente, sete dias.

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