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Em Laguna: casal sofre ameaças após divulgação de fake news nas redes sociais

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Eles são coordenadores do grupo Amigos da Esperança, que atua em campanhas para pessoas em vulnerabilidade social

Informações falsas têm trazido prejuízos para o casal de Laguna Anderson Lima e Gabriela Rodrigues. Eles são coordenadores do grupo Amigos da Esperança, que tem por objetivo colaborar com campanhas sociais pessoas em vulnerabilidade social.

Recentemente o casal tem buscado ajuda financeira para a realização de uma cirurgia em benefício do bebê Enzo Daniel, de 10 meses, do bairro Barbacena, na Cidade Juliana. O menino foi diagnosticado com síndrome de Sturge-Weber, uma condição rara que gerou glaucoma em seus olhos.

Na terça-feira (19), Anderson e Gabriela eram acusados de tentar sequestrar uma criança, no bairro São Clemente, em Tubarão. As Polícias Militar e Civil receberam ligações, porém foi constatado que se tratava de pessoas fazendo um trabalho social, uma campanha solidária. Mesmo com a confirmação da delegada regional de Tubarão, Vivian Garcia Selig, que o casal realiza um trabalho beneficente, algumas páginas na internet continuam a propagar fake news.

Conforme Anderson, os trabalhos com campanhas sociais ocorrem há mais de cinco anos e o grupo sempre foi reconhecido pela honestidade e transparência, porém por causa das informações inverídicas o casal tem recebido inúmeras ameaças. “Há uma páginas de um site de Tubarão que está difamando o nosso trabalho e a nós. Fizeram três postagens. A primeira delas de moradores divulgando a nossa foto, após algumas pessoas nos defenderem eles tiraram a postagem, porém afirmaram em outra postagem que fizeram isso por causa da defesa, mas que o nosso ato era duvidoso”, expõe.

Nesta quarta-feira (20), depois de um dia do ocorrido Anderson conta que viu o nome do grupo novamente em uma situação vexatória. “Foi postado uma conversa com a ONG AME de São Paulo. Questionaram se éramos membros desta equipe e foi dito que não fazíamos parte. O grupo a que pertenço é Amigos da Esperança e a sigla também é AME, mas é apenas uma semelhança. Por causa dessas postagens inverídicas e tendenciosas estamos recebendo ameaças até de facção. Estamos fazendo a campanha com receio de sermos agredidos. Procuramos a polícia e vamos procurar os nossos direitos”, pontua.

O grupo realiza a campanha com autorização da mãe do pequeno Enzo Daniel. A iniciativa é registrada em cartório e não há nenhuma irregularidade, assim como não há nesses cinco anos de trabalho.

A 5ª Delegacia Regional de Polícia de Tubarão-SC, informou que não há registros de tentativa de subtração de crianças de residências, e que as imagens de um veículo palio, com um casal e uma senhora, que foram divulgadas como a de supostos sequestradores de crianças, não procedem, uma vez que as partes constantes nas imagens já compareceram na Delegacia, e comprovaram que, de fato, realizam campanha em prol de uma criança com uma síndrome, que, de fato, existe. Documentos comprovando a ação social foram apresentados à Polícia Civil e nenhum registro contra tais pessoas foi realizado até a data.

Assim, a orientação da Polícia Civil é que a população não divulgue áudios e vídeos contendo imagens do veículo palio, e das pessoas que o utilizam como sendo autores de crimes contra crianças, uma vez que o crime narrado nos áudios não procede e a prática de tal conduta pode constituir crime de calúnia, entre outros como falsa comunicação de crime e denunciação caluniosa. Não confie em fake news. Não propague áudios e mensagens duvidosas. Se você souber de alguma informação, auxilie a Polícia Civil, denunciando através do Disque Denuncia 181, ou WhatsApp/Telegram (48) 9 8844-0011.

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