Chapéus, Pistolas e um Domingo à Tarde

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Engraçado como o vilão e o mocinho têm papeis muito bem definidos. Não é?!

Às vezes a gente se pega pensando na inversão dos papeis, em como nos deixamos levar pelo o que sentimos e vemos. Foi assim que me peguei em um domingo à tarde, assistindo a um filme com meu esposo.

A intrigante história de William Munny, um assassino violento e cruel, e em contraponto, Little Bill – o xerife – um homem corajoso e temido, que “protege” sua província com muito afinco. Mas não estou aqui para falar de Will, tampouco de Little Bill, mas de um domingo à tarde, em que me peguei torcendo para o “vilão”.

Desde de pequenos somos ensinados a amar os mocinhos e detestar os vilões (mas há quem goste do Lula Molusco), somos levados por uma onda de heróis sensacionais e seus motivos inquestionáveis. Mas sempre existe um domingo, aquele que te faz mudar de opinião, que te faz olhar pro xerife e ver que ele não é tão inquestionável assim, que te faz olhar pro assassino e perceber que ele já não é aquela pessoa.

O fato é que me questionei. Me questionei ao ponto de torcer para o “vilão”, a essa altura ele já nem era tão mau assim. A história você vai ter que assistir, mas o que posso adiantar, é que Will me fez olhar para as pessoas de outra maneira.

Cada um traz consigo uma bagagem, atos de vilanismo ou/e heroísmo, mas ao decorrer da história, a gente descobre que dá pra mudar.

Antes mesmo de conhecermos a trajetória de Little Bill, já sabíamos que ele era um homem que prezava por sua imagem de durão, e que fazia de tudo pra que sua província saísse no lucro.

Essas características, quando mal utilizadas, fazem com que seus olhos deixem de brilhar pelo xerife protetor. Tanto Will quanto Bill tiveram oportunidades de repensar, mas só um deles o fez.

Vilões ou heróis não são feitos por seus motivos inquestionáveis, afinal, não acredito que os fins justifiquem os meios, mas que, ao final, diante de todas as possibilidades, dificuldades, erros e acertos, cada um tem a difícil decisão de lutar no lado certo.

O lado certo?

Quem sabe você descubra em um domingo à tarde.

 

Escrito por Bruna Simplicio.

Fonte: www.escritoapena.com

Matheus Simplicio
Colunista
Email: matheus_simplicio@hotmail.com

Matheus Simplício é líder do ministério F5 Laguna é um apaixonado por livros, histórias e cinema. Escreve sobre cultura pop e assuntos do cotidiano através da visão cristã. Faz parte da membresia da igreja A verdade que liberta, a qual serve e ama.

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