quarta-feira, abril 14, 2021
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Caso Diego Scott: Policiais militares são afastados das atividades

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No dia 26, a Divisão de Investigação Criminal da Cidade Juliana, informou que abriu um canal de Disque Denúncia para o recebimento de informações de Scott

Os dois policiais militares envolvidos na ocorrência que resultou o desaparecimento do morador do bairro Progresso, em Laguna, Diego Bastos Scott, de 39 anos, foram afastados do trabalho. A iniciativa tomada pela corporação da Policia Militar é com o intuito de evitar prejuízos à sindicância aberta para apurar o caso e a conduta dos profissionais de segurança pública.

No dia 15 de janeiro, os policiais militares foram acionados para resolver uma discussão entre Diego e seu pai, Edson Scott. No entanto, desde esse dia e após ser levado pelos militares o homem de 39 anos não foi mais visto. De acordo com a família e com imagens de câmeras de vigilância, Diego foi levado pelos policiais na viatura, fato que no Boletim de Ocorrência (BO) registrado pelos profissionais de segurança não constava. A versão era de que o homem tinha sido levado do local antes dos militares chegarem à residência.

Conforme o subcomandante do 28º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Laguna, major Josias Machado Severino, a intenção da Polícia Militar é de que a situação seja esclarecida o mais rápido possível. “Tudo está ainda muito nebuloso. Porque não sabemos ainda o que houve efetivamente com o Diego. De qualquer forma, estamos realizando várias diligências, todas as informações que recebemos são rigorosamente checadas, mas até o presente momento não tivemos sucesso na localização dele”, explica.

O delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC), da Polícia Civil, da Cidade Juliana, Bruno Fernandes, expõe que o objetivo da investigação não é só encontrá-lo, seja sem vida ou ainda com vida como também, em função das atribuições, é apurar eventual crime contra a vida que tenha sido praticado em detrimento do Diego. “Sentimos que teve eventual interferência no início das investigações por algumas condutas que foram praticadas por eles e como forma de acautelar, tentar livrar e desembaraçar de qualquer tipo de interferência, é que foi postulado pelo afastamento deles. Não se trata de presunção de culpa, nem nada nesse sentido, mas sim, de tentar blindar a investigação de qualquer ingerência”, explica.

O advogado dos policiais, Luís Fernando Nandi Vicente destaca que ele e seus clientes aguardam o fim das investigações tanto do inquérito policial militar que tramita no 28º batalhão como na DIC. “Há essas duas frentes sobre os fatos, mas ao mesmo tempo estamos solícitos tanto no batalhão da polícia militar quanto na DIC para auxiliar no que for possível. Os meus clientes já depuseram e participaram de todas as diligências que foram solicitados em nenhum momento se abstiveram. Também estamos encaminhando informações que temos obtido de algumas pessoas que dizem que viram o Diego nos últimos dias desde a data do desaparecimento. Fizemos esse levantamento e vamos levar a nominata dessas pessoas. Alguns já foram entregues, mas outros nomes vamos levar para a polícia militar e a DIC para auxiliar na investigação”, detalha.

No dia 26, a Divisão de Investigação Criminal da Cidade Juliana, informou que abriu um canal de Disque Denúncia para o recebimento de informações de Scott. Os telefones usados pelo Disque Denúncia são o 181, da Polícia Civil, e o (48) 9 9118-3684, da DIC de Laguna e também pelo 190. Em todos os números, a garantia do anonimato é assegurada.

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