Câncer supera doenças cardíacas como principal causa de morte.

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O infarto, o acidente vascular cerebral (AVC) e a insuficiência cardíaca (doenças cardiovasculares) lideram como as principais causas de morte em todo mundo há aproximadamente 50 anos. No entanto, de acordo a um estudo recentemente publicado, o câncer pode subir ao primeiro posto — pelo menos para pessoas de 35 a 70 anos.

Foram estudados 21 países e aqueles classificados como de alta renda (Canadá e Suécia, por exemplo) já registram 2,5 vezes mais mortes por câncer que por doenças cardiovasculares. Nos países de baixa renda (que incluem Índia e Paquistão) e a maioria de média renda (Brasil, Argentina e Chile estão neste grupo), as doenças cardiovasculares ainda lideram o ranking.

Acompanhando mais de 160 mil pessoas por aproximadamente nove anos e meio, o estudo observou que países de baixa renda apresentam menos fatores de risco cardiovascular quando comparados aos países mais ricos. Paradoxalmente, apresentaram as menores taxas de internação e de uso de medicações adequadas para doenças da circulação, o que resulta em mais mortes por estas causas.

(Fonte: WebMD Medical Reference)

A maior parte das causas das doenças cardiovasculares são preveníveis. Fatores como obesidade, colesterol alto, pressão alta, diabetes, entre outros, são totalmente tratáveis. Isso mostra que a questão central neste quebra-cabeça é o atendimento médico. Darryl Leong, autor do estudo, escreve: “Parece bem claro que o menor acesso aos serviços de saúde é uma importante razão para a disparidade observada”.

Desafios aos governos

As taxas de internação hospitalar e uso de medicamentos para tratar e prevenir as doenças do coração são indicadores de acesso aos serviços de saúde. Ou seja, as mortes por infarto e AVC aumentam quando seu tratamento adequado falha. Portanto, se todos os países devem se preocupar em fornecer serviços de saúde eficientes para sua população, isto é ainda mais importante para os países mais pobres.

Para as mortes causadas por câncer, a estratégia seria evitar aquilo que sabidamente pode causá-lo. Evitar o tabagismo, o abuso de bebidas alcoólicas e vacinar contra o HPV (Papilomavírus humano) e a hepatite são exemplos do que se pode fazer.

O maior ponto fraco deste estudo, se assim podemos dizer, é saber o quanto desse padrão pode ser aplicado numa escala global. “Será importante confirmar nossos achados em mais países”, escrevem os autores do estudo. Mas a grande lição a ser aprendida é que o acesso aos serviços médicos e a redução dos fatores de risco fazem toda a diferença na hora de salvar vidas.

Fonte: megacurioso

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