Bondade, Misericórdia e Devaneios

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A parte ruim de fazer boas obras é você achar que é bom. E os sintomas se agravam: você começa a se achar importante.

Pronto, o jantar está servido e seu ego vai comer tudo sozinho.

Ora, eu me considerava um feitor de boas obras, e por isso, queria dar-te alguns versos; não por ser sábio, mas por ter experienciado alguns desses momentos de “olhem como sou bom” (risos de nervosismo).

Entenda, achar-se bom é um caminho sem volta. As comparações com os outros começam a aparecer, e aqui, você sempre será o melhor.

Então, inconsciente, você começa a elevar-se ao nível de “rei santíssimo da bondade humana”. E aqui levantamos uma questão: se me achar bom é perigoso, o que pensar das minhas boas obras em relação a maldade dos outros?

Lembre da misericórdia.

Não da sua misericórdia a respeito deles, mas da misericórdia que existe sobre você que, fez com que você, não fosse o mau da comparação.

É a misericórdia de Deus que impede você de ser o mau da história.

Mas existe uma outra forma de nos livrarmos da coroa da “santíssima bondade humana.”

É um pouco mais técnica do que a primeira; mas bem mais dolorosa…

Passo 1: desligue seu celular por um dia inteiro.

Passo 2: ligue seu celular após as 24 horas, e verifique as mensagens e ligações.

Feito!

Você irá perceber que as pessoas não são tão dependentes assim da sua “santíssima bondade humana.”

Não deixe de fazer suas boas obras, o mundo precisa delas.

O que o mundo não precisa, são de pessoas que divorciam a bondade da misericórdia.

Misericórdia sem bondade é pena. Bondade sem misericórdia é autopromoção.

Fonte: www.escritoapena.com

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Matheus Simplicio

Matheus Simplício é líder do ministério F5 Laguna e um apaixonado por livros, histórias e cinema. Escreve sobre cultura pop e assuntos do cotidiano através da visão cristã. Faz parte da membresia da igreja A verdade que liberta, a qual serve e ama.

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