terça-feira, setembro 25, 2018
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Ato cobra fiscalização contra morte de botos

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Foto: Ronaldo Amboni/Divulgação

Cerca de 500 pessoas participaram, nesse domingo, da manifestação pacífica contra a pesca predatória e clandestina que vem causando a morte de botos na região de Laguna. O número foi divulgado pela organização do evento, que aproveitou a oportunidade para fazer um abaixo-assinado pedindo mais fiscalização do uso de acessórios, como a rede de emalhe. 

Segundo um dos organizadores da manifestação, Rafael Schmitz, 470 pessoas assinaram o documento que será entregue ao governo do Estado, ao Ministério do Turismo e também ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “O objetivo é fazer com que esses órgãos saibam que a situação é preocupante, e que precisamos de um maior número de efetivo fiscalizando a pesca na nossa região”, explica Rafael. 

A união entre pescadores e comunidade foi motivada pela morte do boto pescador Tufão, encontrado sem vida no Rio Tubarão na última semana. Tufão estava enrolado em uma rede de emalhe usada de forma irregular. Essa foi a terceira deste ano causada pelas redes de emalhe. Em 2017, foram cinco mortes. 

Após a morte de Tufão e as manifestações registradas na cidade e nas redes sociais, a prefeitura de Laguna sancionou o projeto de lei que 
proíbe a pesca com rede de emalhe, de qualquer modalidade, no Rio Tubarão em território lagunense, assim como em toda a área de navegação a partir da entrada do Canal da Barra. Vereadores de Laguna, Tubarão, Capivari de Baixo e Pescaria Brava também se reuniram na última semana para encontrar soluções para o problema envolvendo a morte dos botos.

A nova lei sancionada em Laguna, segundo os pescadores, é bem-vinda, mas só terá efeito com uma fiscalização atuante e rígida. “Sabemos que o efetivo da Polícia Militar Ambiental não é suficiente, e que precisamos de um maior número de pessoas fazendo a fiscalização. Além disso, é importante que as cidades da região, onde os botos também se encontram, criem leis mais rígidas proibindo a pesca predatória e com uso inadequado das redes. Essa é uma briga não só dos pescadores, mas de todos”, ressalta Rafael.

Números preocupantes

Segundo os organizadores da manifestação, Laguna conta com 250 pescadores que vivem exclusivamente da pesca do boto. A maior parte deles está na comunidade de Ponta das Pedras. Outras 400 pessoas se beneficiam de modo indireto. São aqueles que pescam aos fins de semana ou em dias de folga. 

Eles também acreditam que existam cerca de 30 botos pescadores atuando na região, número que vem diminuindo com o passar dos anos. “Isso comprova a importância que o boto tem em nossas vidas. Eles são importantes para o ecossistema e para a economia local”, afirma Rafael Schmitz, um dos organizadores do evento realizado ontem em Laguna.

Fonte: DS

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