Abrigo dos Velhinhos: 8 internos morreram desde o início da pandemia

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#Pracegover Foto: na imagem há as mãos de um idoso se apoiando em uma bengala. O homem está com roupa azul

Os três últimos óbitos ocorreram nos últimos seis dias

Oito internos do Abrigo dos Velhinhos de Tubarão morreram desde o início da pandemia em março do ano passado. Segundo uma voluntária, foi alegado que nem todos vieram a óbito por causa do coronavírus.

De acordo com a mulher, os idosos estavam desnutridos e desidratados e desta forma, abandonados à própria sorte. “As mortes mais recentes foram confirmadas como Covid-19. A doença não deveria ter entrado na instituição. Tivemos o relato que uma enfermeira foi afastada de suas funções em um hospital da região por ter sido diagnosticada com a Covid, mas continuou trabalhando no Abrigo dos Velhinhos”, destaca.

A mulher contou ao Portal Notisul que além das três mortes ocorridas recentemente, o último óbito tinha ocorrido no dia 18 de dezembro. A vítima era uma idosa interna da instituição. “Sabemos que uma funcionária estava infectada e por causa disso outros servidores também ficaram doentes e consequentemente os idosos”, observa.

Segundo ela, é inadmissível que uma enfermeira possa trabalhar com os idosos em um Abrigo e também em uma instituição hospitalar em tempos de pandemia. Desde o final de outubro do ano passado o Notisul traz matérias referentes as denúncias contra o asilo. Conforme os denunciantes, os internos sofrem há anos com desnutrição, desidratação e falta de cuidado. Voluntários afirmam que os maus-tratos não eram percebidos inicialmente, no entanto, aos poucos pôde ser percebido por muitos. Os internos de acordo com os denunciantes não têm o direito de ficar com nem menos 30% dos salários.

Cerca de 40 idosos viviam na casa de repouso, na Cidade Azul, no início da pandemia. Além dos internos, alguns funcionários também contrariam o vírus. “Infelizmente podemos perceber que há um grande descuido por parte da direção e de alguns funcionários. Buscamos informações diárias de nossos familiares e elas respondem que está tudo bem, mas estamos sendo enganados. Inúmeras denúncias, negligência, maus-tratos, idosos morrendo e a direção segue firme”, lamenta uma familiar.

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